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Prefeitura retoma construção das casas para papeleiros

Obra ficou parada devido ao recesso coletivo das construtoras

Créditos: Julian Kober
Em construção: paredes de banheiros de quatro residências estão sendo concluídas - Guilherme van Leeuwen

Lajeado - A construção das seis casas para os papeleiros, que vivem nas margens da ERS-130, foi retomada na semana passada. Os trabalhos que estavam interrompidos por cerca de duas semanas devido às férias coletivas das construtoras parceiras na obra, associadas ao Sindicato das Indústrias da Construção Civil, Mobiliária, Marcenarias, Olarias e Cerâmicas para a Construção, Artefatos e Produtos de Cimento e Concreto Pré-Misturado do Vale do Taquari (Sinduscom).

Foram concluídas as fundações e as paredes do banheiro de quatro casas que estão sendo erguidas em um loteamento no Bairro Jardim do Cedro. Hoje, os operários iniciam as fundações das duas casas que restam. Equipes da prefeitura também estão realizando a instalação da rede de água pluvial e de iluminação.

De acordo com o coordenador da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Lajeado, Cassiano Jung, as paredes, com painéis de madeira, estão sendo fabricadas no pavilhão de uma das construtoras. "Estas paredes estão concluídas desde o final do ano passado. Agora está sendo feita a montagem da estrutura para a cobertura dos telhados. Depois de prontas, vão ser deslocadas para a construção e vão ser colocadas nas casas", explica.

A previsão da pasta é de que as casas fiquem prontas até o final do mês de janeiro. Jung explica que as chuvas estão prejudicando o andamento dos trabalhos. "Se tivéssemos o tempo adequado, poderíamos estimar um tempo de conclusão menor. Porque desde que retomamos as obras, choveu todos os dias."

 

Relembre o caso

A transferência das famílias que vivem na Vila dos Papeleiros, na ERS-130, para um loteamento entre os bairros Jardim do Cedro e Santo Antônio, foi realizada a partir de um acordo entre a Prefeitura de Lajeado, Ministério Público e representantes dos catadores, no dia 7 de dezembro. No entanto, após a divulgação, moradores do Bairro Jardim do Cedro se colocaram contra a proposta. Diversos encontros ocorreram para discutir o tema.

A comunidade, por fim, aceitou a construção das casas, mas segue contrária ao galpão, alegando que traria insetos e doenças para o local.

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