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Presídio inicia projeto de leitura e pede a doação de livros

Ação quer aumentar índice de apenados ligados às atividades culturais

Créditos: Caroline Garske
CONSELHO: membros discutiram projetos a ser implantados nas duas casas prisionais de Lajeado - Caroline Garske

Lajeado - O Presídio Estadual Feminino de Lajeado Miguel Alcides Feldens e o Presídio Masculino iniciam as tratativas para o projeto Remissão Pela Leitura a partir de segunda-feira. A remissão para o apenado é de quatro dias a cada livro lido. A ideia do programa é aumentar o índice de apenados ligados à atividade educacional e cultural. 

Conforme o diretor do Neeja Liberdade, Adalberto Koch, para a remissão, o detento só poderá ler um livro por mês. "Pode até ler mais livros, mas para o projeto é apenas um, ou seja, pode ler 12 durante o ano, o que daria remissão de 48 dias", explica. O projeto visa ainda uma avaliação da atividade. "A base seria uma ficha de leitura e até, se necessário, uma banca para ver se os leitores aproveitaram a oportunidade", completa.

Em reunião dos membros do Conselho da Comunidade para Assistência aos Apenados do Presídio Estadual de Lajeado, realizada na manhã desta sexta-feira, a diretora do presídio feminino, Rita de Cássia Donini, afirmou que a biblioteca do local é bem organizada, mas precisa de mais exemplares. "A nossa biblioteca é pobre em literatura clássica, tendo bastante títulos de religião, autoajuda. Elas leem bastante gostam muito", relata.

Doações

Para iniciar o projeto, as direções dos estabelecimentos prisionais pedem doações, principalmente de literatura clássica. Os livros doados podem ser deixados na sede do Presídio Estadual Feminino, na Ermundo F. Ely, Bairro Florestal, ou no Fórum de Lajeado, na Rua Paulo Frederico Schumacher, 77, no Moinhos. A diretora do presídio feminino, Rita de Cássia Donini, diz que pretende organizar uma sala para receber familiares e os filhos das detentas em dias de visita, mas completa que também são necessárias doações de livros ou revistas infantis para o local. "Queremos ter um cantinho com livros, revistinhas infantis e para colorir também", reitera.

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