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Produtor aposta em pêssego

Tamanho e qualidade da fruta são destaque na propriedade em Linha Clara

Créditos: Da redação
- Édson Luís Schaeffer/divulgação

Teutônia - Em uma propriedade de 13 hectares em Linha Clara, a produção de pêssegos de Alair Raimundi chama a atenção pelo tamanho e sabor dos frutos. A colheita promete ser boa, pois a expectativa do produtor é superar mais de 200 toneladas, que irão abastecer grandes redes de supermercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Raimundi está há 24 anos em Teutônia e, desde então, investe, principalmente, na produção de pêssegos e, em menor volume de colheita, uva Niágara e laranja umbigo. Todos os frutos são destinados para o consumo in natura. Após a colheita, os pêssegos - e demais frutos da propriedade - são transportados ao frigorífico de frutas Friosul, em Farroupilha, onde passam pelo processo de triagem (classificação e embalagem) e, então, destinados aos supermercados da Região Sudeste do Brasil.
No local são produzidos cinco variedades precoce e semiprecoce de pêssego, que melhor se adaptaram à região: fênix, PS, chimarrita, kampai e regalo. O capim que cresce entre as árvores é jogado, através uma roçadeira ecológica, ao redor dos caules, virando adubo e retendo a umidade em períodos prolongados sem chuva.

Raimundi está satisfeito com a colheita atual, que deve ultrapassar 200 toneladas. O preço recebido por quilo varia em torno de R$ 4. "Minha satisfação é fechar com chave de ouro todas as colheitas. Tanto eu quanto o frigorífico e os clientes saem ganhando", frisa.

Recentemente, ele recebeu a visita do então secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Teutônia, Gilson Hollmann, acompanhado do vice-prefeito, Valdir Oliveira do Amaral.

O vice-prefeito ficou impressionado com o que viu na propriedade de Alair Raimundi. "É um orgulho para nós sabermos que os pêssegos aqui produzidos fazem sucesso em outras regiões do país. São frutos que dão água na boca só de olhar e cujo sabor é indescritível. Como é bom vermos nossas propriedades produzindo, gerando emprego e renda, além da qualidade de vida no campo."

 

Quase do tamanho de uma maçã

A maioria dos pêssegos chega a ter o tamanho semelhante ao de uma maçã. O segredo para produzir frutos deste tamanho, segundo Raimundi, é o sistema de raleio. "Não deixamos mais que quatro pêssegos por ramo. Os demais  são retirados e utilizados como adubo. Com o raleio se perde em número de frutos, mas se ganha em tamanho, qualidade e peso", explica Alair Raimundi.

O produtor salienta que a produção de frutos grandes atende as exigências do mercado consumidor. "Quando vamos ao setor de hortifruti do supermercado, compramos com os olhos. Então, quanto maior e mais bonito for o pêssego, maior a certeza de que ele será comprado e consumido", enaltece.

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