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Projeto "E Seu Sorrir?" é estudado por educador físico

Roger Rieger aponta os benefícios que os clowns levam a pacientes e acompanhantes em hospital de Lajeado

Créditos: Da Redação
- divulgação

Lajeado - O nariz de palhaço, um sorriso no rosto e a certeza de que fez a diferença na vida de muitas pessoas. Esses foram alguns dos motivos que levaram Roger Rieger, diplomado do curso de bacharelado em Educação Física da Universidade do Vale do Taquari - Univates, a fazer seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) baseado nas experiências que teve enquanto participou do projeto "E Seu Sorrir?".
O trabalho, intitulado "Os efeitos da atuação Clown em pacientes hospitalizados", buscou entender o efeito que os "palhaços" do projeto causavam em pacientes do Setor H7 do Hospital Bruno Born, de Lajeado, que atende via Sistema Único de Saúde (SUS), em crianças e adultos. "Com o estudo quis, de alguma forma, divulgar ainda mais o projeto 'E Seu Sorrir!?' e apresentar seus benefícios não somente por meio dos nossos relatos, mas por meio de um estudo que comprovasse tudo isso", explica Roger.
O educador físico, acompanhado pelos clowns, realizou duas visitas semanais, durante dois meses, à casa de saúde, nas quais fez observações, anotações, gravações e aplicação de questionários, que avaliou o estado de humor dos pacientes antes e após as visitas, e a diferença entre dias que recebem e não recebem visita dos clowns.
Segundo Roger, em diversos casos, as visitas e a animação dos palhaços reduzem dor e alguns sentimentos desagradáveis desencadeados em ambientes hospitalares, como o estresse, a tristeza e até mesmo o medo, e auxiliam na motivação e na aceitação do tratamento pelos pacientes. Participaram do estudo 95 pacientes e 144 acompanhantes, sendo realizados 127 atendimentos. Dentre os participantes, 76 nunca haviam recebido a visita dos clowns ou nem sabiam da realização do trabalho no HBB.
O diplomado conta que, em diversas ocasiões, as pessoas presentes relataram a importância da atuação dos clowns e elogiaram o trabalho desenvolvido. "Durante minha pesquisa, pude perceber que muitos pacientes e acompanhantes interagiam, ou ao menos sorriam, com nossas brincadeiras", completa.

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