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Que tal um abracinho?

Projeto convida a comunidade a apadrinhar sessões equoterapia a pacientes especiais

Créditos: Rita de Cássia
EQUOTERAPIA: benefícios físicos e psíquicos - divulgação

Encantado - A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Encantado (Apae) e a Equoterapia Abraço Forte realizam o projeto Abracinho. O objetivo é oferecer a alunos e pacientes com deficiência intelectual e/ou múltipla, a oportunidade de ter acesso à equoterapia. Para isto, busca padrinhos - empresas ou pessoas físicas - que possam custear as despesas dessa terapia alternativa para famílias de baixa renda que necessitam deste serviço.


A diretora da Apae, Stefanie Casagrande, explica que a instituição não tem renda suficiente para pagar as aulas para todos os que precisam, então surgiu o a ideia do apadrinhamento. "É importante ter mais uma alternativa de terapia para oferecermos a eles, em especial para aqueles que já estão há bastante tempo com as mesmas atividades."


A proprietária da Abraço Forte, a advogada e pedagoga e equoterapeuta, Ilca Trucollo, explica que já oferece o serviço gratuito para um determinado número de crianças, mas com a ajuda de todos poderá beneficiar um grupo ainda maior de alunos.


Equoterapia

É uma terapia multidisciplinar e interdisciplinar com profissionais como equoterapeuta, equitador, psicólogo, fisioterapeuta, entre outros. A atividade proporciona benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais, sendo conveniente para pessoas com necessidades especiais. Utiliza o cavalo como meio terapêutico por possuir a marcha similar a humana, com movimentos rítmicos, sensibilidade, força e confiança. "Não é passeio a cavalo, é terapia. Esse movimento do cavalo é o que provoca mais de 1,3 mil estímulos no cérebro e no corpo, além daqueles inseridos dentro de cada encontro. Não exclui nenhuma outra terapia, ela soma", destaca.


Ampevt

Quem também apoia o projeto Abracinho e busca mobilizar parceiros para esta e outras demandas é a Associação de Mães e Pais Especiais do Vale do Taquari (Ampevt). Criada em setembro de 2018, tem o objetivo de acolher, informar e buscar um espaço onde as mães possam deixar seus filhos para poder trabalhar. A partir da Ampevt é possível trocar experiências, acolher famílias com diagnóstico recente, informar sobre as terapias, condutas e tratamentos. O grupo também levou um projeto à Câmara de Vereadores para pedir uma sede. "São mães de crianças que frequentam a Apae e outras que os filhos estão sem nenhum tipo de terapia. Por conta da idade não frequentam mais a Apae", explica a sócia-fundadora Ilca Trucollo, que tem um filho autista e conhece as dificuldades e necessidades dessas famílias e seus filhos.


A presidente da Ampevt, Anacir Lisott, tem uma filha de 17 anos que é autista e também vivencia essa rotina. "É importante divulgarmos e falarmos sobre o sofrimento das famílias com filhos deficientes, em especial, para os pais de autistas. É uma luta constante", afirma. Por entender como o dia a dia funciona, ela e outras mães decidiram unir forças e pedir ajuda para os órgãos públicos e para a comunidade. "As autoridades e também as pessoas desconhecem essa realidade. Então vamos divulgar. É preciso fazer alguma coisa para melhorar a qualidade de vida dos nossos filhos, para que não sejam mais excluídos".


Serviço


Para apadrinhar um aluno entre em contato pelos telefones (51) 3751-1947 e (51) 99294-6052 ou [email protected] e [email protected]

 

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