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Região cria 1.908 vagas de trabalho de janeiro a novembro de 2018

No mesmo período de 2017, o saldo entre demissões e contratações foi de 1.122 postos

Créditos: Luciane Eschberger Ferreira
Setor de serviços é um dos destaques - Lidiane Mallmann/arquivo

Vale do Taquari - Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregos (Caged), do Ministério do Trabalho, a região criou 1.908 novos postos entre janeiro e novembro de 2018. O número é superior ao registrado no mesmo período de 2017, quando o saldo entre demissões e contratações foi de 1.122 vagas (veja tabelas). Considerando os setores da economia, o comércio e os serviços foram os que mais geraram oportunidades em 2017, com 355 e 768, respectivamente. O comércio se manteve estável no ano posterior, com 354. Entretanto os serviços avançaram ainda mais, com 972 novos postos. O destaque ficou para o município de Taquari, que pulou de 63 vagas criadas em 2017 para 145 em 2018. A instalação da empresa Zanc colaborou para geração de empregos.
Lajeado apresentou movimento contrário no setor de serviços. Criou 630 postos de janeiro a novembro de 2017, contra 262 no ano seguinte. Lajeado também encolheu considerando todos as áreas da economia, gerando 932 vagas em 2017 e 531 em 2018.
Levando em conta os números regionais, a indústria da transformação cresceu, gerando 422 oportunidades a mais em 2018. O comércio e os serviços também deslancharam. E a agropecuária, que tinha índice negativo em 2017, se recuperou e passou a ter saldo positivo de janeiro a novembro de 2018.
Já a construção civil teve uma leve melhora, mas ainda segue fechando vagas da região (-296, em 2017, e -250, em 2018).
Para o economista Carlos Giasson, os números regionais são um indicativo de aquecimento da economia, alinhado com os dados de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados recentemente. Sobre a construção civil, ele destaca que a redução nos recursos para financiamento foi o principal fator para o desaquecimento desse setor, que em anos anteriores puxou boa parte das contratações na região. "Também houve um atendimento de boa parte da demanda por novas residências que estava represada."
Sobre os outros pontos, Giasson diz que Lajeado tem uma vocação para o setor de serviços (como educação, saúde...) e comércio. "Da mesma forma, boa parte da nossa indústria produz para exportação, que vem tendo resultados superavitários nos últimos anos, o que pode explicar esse saldo positivo nas contratações."

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