Geral

Senador defende Bolsonaro e pede paciência aos empresários

Em reunião-almoço da ACIL, Luis Carlos Heinze (PP) elogiou o presidente e apresentou projetos para o Estado

Créditos: Julian Kober
Senador Luis Carlos Heinze (PP) ressaltou participação da comunidade no governo por meio de investimentos e pela defesa das demandas regionais - Julian Kober

LAJEADO | Lideranças empresariais e políticas da região lotaram o salão de eventos da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) para participar da palestra com o senador Luis Carlos Heinze (PP). Com o tema "Perspectivas econômicas e projetos de infraestrutura para o Rio Grande do Sul", o gaúcho, atuante na política há três décadas, defendeu o presidente Jair Bolsonaro e iniciou pedindo "paciência" aos presentes. "É um governo diferente. Muita coisa está acontecendo. As coisas que ocorreram em 30 anos não se revertem em seis meses."

Heinze aproveitou para falar sobre alguns dos principais assuntos de âmbito nacional, como a Reforma da Previdência e as reportagens com mensagens vazadas entre o ex-juiz e atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, com o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da operação Lava Jato.

Em relação ao Rio Grande do Sul, apresentou projetos focados em energia e ferroviários, destacando a necessidade de investimentos privados em obras para melhorar a infraestrutura estadual.

A presidente da Acil, Aline Eggers, parabenizou o senador gaúcho pela sua atuação e atenção à região tão logo foi declarado eleito no ano passado. "O senhor nos visitou na Expovale e, antes de ser empossado, se colocou à disposição do Vale do Taquari e se prontificou a receber um documento com demandas encaminhado ao Senado."

Para a empresária, o Brasil vive um momento político importante, com a expectativa da aprovação de reformas fundamentais para a retomada do desenvolvimento, tais como a da Previdência. "Nossa expectativa é de que ela seja aprovada com maior amplitude, que garanta ao país a economia necessária, e não seja podada e desvirtuada como infelizmente temos observado nos noticiários diários." Neste cenário, Aline considera o Heinze uma liderança fundamental, pelo seu empenho com o desenvolvimento econômico e o livre mercado. Ela também o parabenizou pela defesa ao ministro Sérgio Moro no Senado em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). "Assim como o senhor, nós acreditamos na construção de um país melhor, que passe especialmente pelo combate à corrupção e ao crime especializado. Estamos juntos por um Brasil diferente", disse.

 

Um Brasil diferente

O progressista iniciou o painel com uma avaliação sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro. Reiterou aos presentes que é necessário paciência, mas que muita coisa já foi feita em seis meses e que o presidente assumiu o governo com uma dívida superior a R$ 4 trilhões e mais de 12 milhões de desempregados. Pediu para não se preocuparem com as "propagandas" divulgadas pelos meios de comunicação. "Para quem está há mais vinte anos em Brasília, vimos uma diferença substancial nos ministérios. Temos um governo diferente. O foco agora é a Previdência. Esperamos que em breve chegue ao Senado", afirmou. Antes mesmo de aprovadas as mudanças no sistema previdenciário, o Senado já começou uma articulação para a questão da Reforma Tributária.

 

Em defesa a Sergio Moro

Heinze aproveitou a reunião-almoço para defender o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sobre o vazamento de conversas entre o ex-juiz e o procurador da República, Deltan Dallagnol. Os diálogos vêm sendo divulgados pelo site The Intercept Brasil desde o início do mês e indicam uma troca de informações sobre ações da operação Lava Jato e uma possível interferência de Moro.

Para Heinze, as matérias foram publicadas para derrubar e desestabilizar o governo Bolsonaro. Defendeu a operação Lava Jato, afirmando que graças a ela se viu um presidente da República, da Câmara de Deputados, políticos e empresários sendo presos - algo "incomum" até então. "Pelo amor de Deus, é uma página virada no combate à corrupção. O Brasil está vendo isso."

 

"O Estado tem jeito"

No Senado, Heinze vem focando em projetos de infraestrutura, especialmente em energia. "Quando analisava a situação do Estado, percebi que o RS importa mais de 50% da energia que consome", afirma. Cita o trabalho de apoio às barragens e projetos inovadores, como por exemplo o que produz energia a partir do lixo. "Vamos apresentar para vocês, em breve, porque existe a possibilidade. O Rio Grande do Sul precisa de energia."

Destaca também a recuperação da malha ferroviária estadual, são mais de 3,2 mil quilômetros de ferrovias abandonadas, e a construção de um porto em Torres. Para ele, as parcerias público-privadas são fundamentais para que estes projetos saiam do papel. Além disso, incentivou empresários do Vale do Taquari a cobrar dos políticos as demandas da região. "Só fazemos as coisas acontecerem a partir da pressão sobre os políticos. O Estado tem jeito", garante.

 

"Para quem está há mais vinte anos em Brasília, vimos uma diferença substancial nos ministérios. Temos um governo diferente", senador Luis Carlos Heinze (Julian Kober)

 

Comments

SEE ALSO ...