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Servidores aprovam reajuste de 10% no valor do auxílio-alimentação

Assembleia escolhe projeto que não desconta o benefício em caso de faltas justificadas

Créditos: Matheus Aguilar
- Matheus Aguilar

Lajeado - Cerca de cem pessoas participaram da assembleia convocada pelos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sispumul) e dos Professores Municipais de Lajeado (SPML), que ocorreu na noite de ontem na Câmara de Vereadores. Entre duas propostas para o reajuste do auxílio-alimentação, os servidores aprovaram a alternativa construída pelas entidades e governo, que reajusta o benefício em 10% sem desconto em caso de ausências justificadas.

Conforme a presidente do SPML, Mara Goergen, um acordo entre os representantes da categoria e a Administração chegou até a proposta aprovada em assembleia. "Havia um projeto que dava um aumento de 30% considerando a assiduidade do servidor. Mas nossas negociações levaram em conta as necessidades daqueles que trabalham de forma correta e, eventualmente, são acometidos por alguma doença contagiosa, por que precisam faltar", explica. "O reajuste oferecido inicialmente era uma saída para conter abusos no uso de atestados", destaca.

Caso este projeto inicial fosse aprovado, o benefício só seria pago integralmente para aqueles servidores que não tivessem falta ou se ausentassem apenas um dia no período. Com dois ou três dias de falta, haveria desconto de 50% e, acima disso, o trabalhador não receberia o auxílio-alimentação. Em mesas de negociação, os sindicatos conseguiram chegar a uma nova proposição, de acordo com Mara. "Se pensou também nos mesmos 3% do salário, mas o Executivo sugeriu os 10% sem descontos por faltas", revela.

Desta forma, as duas propostas foram apresentadas à assembleia e colocadas em votação. Por ampla maioria, o projeto de lei vai oferecer o aumento de 10% do vale. Não haverá descontos por faltas justificadas. O benefício vai passar dos atuais R$ 110 para R$ 121 mensais. No caso dos servidores com 20 horas semanais, sairá dos atuais R$ 77 para R$ 84,70, podendo ser arredondado para R$ 85. A definição da assembleia será apresentada ao governo municipal hoje, e a proposta ajustada será encaminhada à Câmara para ser votada na próxima semana. "A ideia é que já passe a valer neste mês", frisa Mara.

Participação

O resultado da votação não surpreendeu a presidente do Sispumul, Sônia Feldens Heydt. "Já era o que esperávamos, pelas conversas com a categoria", afirma. Ela só lamenta a pouca presença na tomada de decisão. "Somos 2,1 mil servidores no município. A amostragem acaba sendo pequena, mas a assembleia é soberana", declara.

Os vereadores Ildo Salvi (Rede) e Eloede Conzatti (PT) - que ocupa a cadeira de Nilson Do Arte (PT) - acompanharam a reunião. Salvi frisa que o plenário vai aprovar o que foi decidido pela maioria dos servidores presentes ontem. "Por isso a participação deles é importante. Aqui, na Câmara, seguiremos o que os trabalhadores acataram, já que é o que eles entendem ser o mais justo", comenta.

Saiba mais

Atualmente, cerca de 10% dos servidores fazem uso de atestados. Lombalgia é uma das causas mais frequentes. Uma das definições da assembleia é que se busque uma maneira de pensar mais na saúde do trabalhador, reduzindo as ausências por determinações médicas. O tema deve entrar na pauta das discussões dos sindicatos.

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