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Sindicatos promovem ato pela Previdência e educação pública

Entidades convocam população do Vale para mobilização nesta sexta-feira em Lajeado

Créditos: Jean Peixoto
Douglas Barbosa Schlabitz (Sinpro), Paulo Grassi (STR Arroio do Meio), Marco Daniel Rockenbach (Sindicomerciários) e Gerson Luís Johann (Cpers/Sindicato) - Jean Peixoto

VALE DO TAQUARI | Diferentes lideranças sindicais da região convocam a população para participar de uma mobilização contra a Reforma da Previdência e o corte de verbas na educação, que ocorrerá em Lajeado, na próxima sexta-feira. Representantes do 8° Núcleo do Cpers/Sindicato, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Lajeado (Sindicomerciários), o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro), e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Arroio do Meio compareceram à redação de O Informativo do Vale para explicar a motivação do movimento.

O presidente do Sindicomerciários de Lajeado, Marco Daniel Rockenbach, destaca que não se trata de uma greve-geral, mas sim, um ato em defesa da Previdência pública e da educação. "Queremos demonstrar à massa trabalhadora da região que todos nós sabemos que é preciso que ocorra uma reestruturação do sistema de Previdência Social, o que não concordamos é com esse modelo que está sendo apresentado, que propõe o desmonte da Previdência pública que não combate - ou combate muito pouco - os privilégios. O grande problema dessa proposta é a desconstitucionalização da previdência e a transformação dela em um sistema de capitalização", aponta.

O vice-presidente do STR de Arroio do Meio, Paulo Grassi, frisa que esta é uma mobilização nacional. "É um ato afirmativo para dizermos que a Previdência deve permanecer pública. Nas experiências que se tem pelo mundo em que ela foi privatizada, 80% desses países já voltaram a torná-la pública. E nós não queremos que esse desastre aconteça no Brasil", destaca. Grassi ressalta que um dos objetivos do ato é desmistificar a ideia de que a Previdência é responsável pelo déficit do Estado. "O grande norte do governo hoje é dizer que a Previdência está quebrando o país, mas na transição que o governo propõe, ele não apresenta o custo. Na maioria dos países onde essa transição ocorreu o custo foi muito elevado. Há cálculos que apontam que o valor economizado pelo governo com a reforma não seria suficiente para cobrir o custo da transição."

O representante do Sinpro, Douglas Barbosa Schlabitz, cita o exemplo do Chile para questionar a Reforma da Previdência. "Dos 30 países que aderiram ao regime de capitalização, pelos menos 18 já voltaram atrás. Um exemplo próximo é o do Chile." Schlabitz também destaca a importância do ensino público para o país. "Não queremos desmerecer as instituições de ensino privadas, de forma alguma, mas é importante ressaltar que as universidades e institutos federais, como o que tem aqui em Lajeado, são os que mais fomentam atividades de pesquisa e extensão. Quem mais alcança resultados satisfatórios, como prêmios e reconhecimentos internacionais, são essas instituições", pontua.

Gerson Luís Johann, presidente do 8° Núcleo do Cpers/Sindicato, comenta que a mobilização questiona os cortes de verba do governo federal na Educação, mas também é uma crítica à falta de professores e funcionários nas escolas do Estado. "Está ocorrendo um corte de 30% das verbas em manutenção e infraestrutura a nível estadual. A falta de bibliotecários, monitores e professores é uma forma disfarçada de fazer um corte de custos. São cerca de 7 mil pessoas a menos na área da educação no Rio Grande do Sul."


Concentração

Onde: Avenida Piraí, Bairro São Cristóvão, Lajeado
Quando: sexta-feira, 14 de junho
Horário: 8h30min

 

 

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