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Solidariedade ajuda a vencer obstáculos

Quatro anos depois de conseguir uma cirurgia, por meio da Justiça, menina Raquelly celebra a melhor qualidade de vida

Créditos: Guilherme Rossini
CARINHO: Rosemari não mede esforços para ver os filhos felizes - Lidiane Mallmann

Lajeado - Há pouco mais de quatro anos, a redação de O Informativo do Vale contou a história da menina Raquelly Maria Primmaz, atualmente com 10 anos de idade. Ela nasceu com a síndrome de Pierre Robin, com a mandíbula e maxilar pouco desenvolvidos, além de uma fenda no céu da boca e precisou de muita ajuda para ter a vida que vive hoje.


Na época, Raquelly lutava pela vida, e teve o apoio do juiz da Comarca de Lajeado Luís Antônio de Abreu Johnson, que concedeu a liminar para que o Estado pagasse a cirurgia e os distratores (aparelhos) vindos dos Estados Unidos para a moradora do Bairro Santo Antônio. Entre os procedimentos cirúrgicos e os equipamentos necessários para a manutenção da vida de Raquelly, o custo total da operação chegou a R$ 800 mil, que se não fosse o juiz, nunca teria sido feita. "De lá para cá, muitas pessoas nos ajudaram, de diversas formas, desde a alimentação que ela precisava na época até equipamentos. Mas a intervenção do doutor Johnson foi primordial para a vida da minha filha", enfatiza a mãe de Raquelly, Rosemari Maria Primmaz.


Depois da cirurgia, que durou mais de dez horas, a garota ainda permaneceu 26 dias internada, até ir para casa. Sete meses após, ela passou por mais um procedimento para a retirada dos distratores. "Cada dia depois da cirurgia foi uma luta, foi muita ajuda e muitas orações. Sabíamos que os próximos anos seriam de um passo após o outro, mas estou muito feliz com a evolução dela" diz a mãe.


A vida de Raquelly


Atualmente, a jovem, que caminha com um pouco de dificuldade, tem uma rotina bastante movimentada. Na Apae e na Univates, ela tem acompanhamento de vários profissionais que auxiliam em seu desenvolvimento, entre fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicopedagogos. "Às vezes, existem algumas dificuldades em conseguir estes especialistas. Há um tempo atrás, perdemos todo o apoio, mas aos poucos, estão voltando", explica Rosemari.


Raquelly se alimenta normalmente e pratica diariamente uma de suas atividades preferidas, a pintura. Segundo a mãe, é uma das coisas que ela mais gosta de fazer quando está em casa, além de ver televisão. "Além disso, ela também tem uma boa relação com as crianças aqui do bairro. Agora um pouco menos, pois tem uma quantidade menor morando próximo daqui de casa."


O caçula da família


João Vítor Primmaz Freitas, que tem 8 anos de idade, é o irmão caçula de Raquelly. O menino também nasceu com a síndrome de Pierre Robin e com problemas na formação do rosto. Como a irmã mais velha, ele faz atividades de recuperação, mas também tem tempo para brincar com seus brinquedos preferidos, os heróis. "Ele passa um tempão aqui, com os bonequinhos. Adora muito eles e fica por horas brincando", diz Rosemari Primmaz.


Nas sextas-feiras, Raquelly e João Vítor participam do projeto 'Infância Inclusiva', na Associação dos Deficientes Físicos de Lajeado (Adefil). No projeto, eles participam de atividades lúdicas, recreativas e do esporte adaptado do basquete em cadeira de rodas. "Eles vão, principalmente, para praticar esportes, no basquete com cadeira de rodas", diz a mãe.

 

 

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