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Tradição do Kerb se mantém em Marques de Souza

Evento marcará as comemorações dos 132 anos da inauguração do templo Igreja Luterana (IECLB)

Créditos: Alício de Assunção
ORGANIZAÇÃO: Membros da comunidade trabalham para a realização do evento - Alício de Assunção

Marques de Souza - Restando pouco mais de um mês, a diretoria da Sociedade União Centenária se organiza para o Baile de Kerb, evento tradicional que é realizado desde 1887, quando foi comemorado o primeiro ano de aniversário da inauguração da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Nesses 132 anos, muitas mudanças ocorreram desde aquela época, destaca Regina Scherer, integrante da diretoria. "Houve uma época em que o Kerb se iniciava com os encontros de familiares e, à noite, todos participavam dos bailes, que seguiam por três dias seguidos. Sempre foi o momento mais esperado do ano, pois era nessa ocasião em que ganhávamos um vestido novo e podíamos tomar gasosa", comenta.
Os tempos mudaram e hoje as comemorações se restringem a uma noite. Nesse ano, as festividades ocorrem em 23 de fevereiro, um sábado, iniciando às 21h com jantar típico seguido de baile animado pela Banda Aquarela. "É claro que não faltarão também cucas e linguiças durante a noite. O salão social está climatizado e de pintura externa nova", afirma o presidente da entidade, Clédio Jommertz. Reservas de ingressos e informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 99211-6726.

O significado do Kerb

De acordo com o pastor Josias Hilbert Hegele da IECLB a palavra "Kerb" vem do termo alemão "Kirchweihfest", que era a festa alusiva à inauguração, dedicação do templo de uma comunidade. "A festa de Kerb tem originalmente um sentido profundamente religioso, pois quer celebrar de maneira alegre e festiva o ser comunidade cristã. Temos hoje o desafio de fazer uma releitura de nossas tradições. Acredito que se a festa de Kerb for festejada como uma festa que valoriza a comunhão e a boa convivência entre as famílias, ela pode ser muito salutar. Precisamos seguir o exemplo de Jesus, que tinha comunhão de mesa com muitas pessoas e celebrava a alegria da vida no seu cotidiano", comenta.

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