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Tradição iluminada marca Festa de Inverno do Ceat

Entre as atrações do evento, o Desfile de Lanternas é uma das mais esperadas

Créditos: Rita de Cássia
Festa de Inverno ocorre desde os anos 60 no Colégio - Lidiane Mallmann

Lajeado - O Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat) realizou, na noite de sexta-feira, a tradicional Festa de Inverno, com diversas atrações. Uma das mais esperadas é o Desfile de Lanternas - realizado desde 1967, quando a professora alemã Amelie Herr iniciou o costume. Ela encontrou, nas festas juninas, a possibilidade de adaptar uma tradição do seu país, quando, na noite de São Martin, as crianças desfilavam com lanternas. A iniciativa faz parte da história do Ceat e de Lajeado há mais de 50 anos.

As crianças participam ativamente de toda a preparação, pois cada um cria a sua lanterna a partir de uma cartolina. "Para os alunos da 2ª série é a estreia, então, está presente toda uma expectativa. Já para os alunos da 5ª série, representa uma despedida, pois é o último ano em que desfilam. Ao mesmo tempo, há muitos pais que desfilaram quando alunos da escola e hoje acompanham os seus filhos", explica a coordenadora pedagógica das séries iniciais, Lisnéia Beatris Schrammel. Ela destaca também que as diferentes percepções, geram um misto de sentimentos. E, se pudesse eleger uma palavra, talvez a mais apropriada seria orgulho. "Fazer uma lanterna não é algo fácil, requer muita paciência e dedicação. Por isso, ao desfilarem com sua criação, os alunos sabem que estão apresentando o resultado de um esforço pessoal e coletivo que exigiu uma preparação intensa."

Lisnéia também comenta que o sucesso é resultado de um compromisso assumido de forma coletiva. "Não há uma coordenação específica, mas muitas mãos trabalhando conjuntamente. A grande lição é cada um sentir-se capaz de fazer sozinho e de ajudar os outros, reconhecendo que a beleza está em caminhar juntos."

Rede de apoio

O desfile só é possível porque há uma rede de apoio muito grande que envolve várias pessoas nos bastidores. "Antes de termos uma lanterna, uma pessoa encomendou os materiais, outra providenciou os arames e suportes de madeira, alguns ajudaram com os moldes, a professora dobrou as cartolinas e uma turma emprestou o material de punção. Tudo isso é imprescindível para que cada aluno inicie a confecção da sua lanterna", explica Lisnéia Beatris Schrammel. Em anos anteriores, cada série confeccionava uma lanterna de formato diferente. "Atualmente, temos optado pela retangular e a punção de figuras variadas, que são escolhidas pelos alunos. Em anos festivos, como em 2017, quando celebramos os 500 anos da Reforma Luterana, cada uma trazia a Rosa de Lutero e um pássaro. Neste ano, não temos um tema comum." A confecção é realizada em aula, com apoio das professoras e dos colegas.

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