Geral

Troca de experiências pauta reunião do Conselho da Comunidade

Membros dos conselhos de Estrela e Teutônia e promotor Diefenbach foram os convidados

Créditos: Caroline Garske
Promotor de Justiça Sérgio Diefenbach falou sobre os resultados positivos da Justiça Restaurativa

Lajeado - Na manhã desta sexta-feira, a reunião do Conselho da Comunidade de Assistência aos Apenados do Presídio Estadual de Lajeado contou com presenças que buscaram contribuir com experiências e aprender com os membros que realizam os trabalhos no grupo lajeadense. Representantes dos conselhos da Comunidade das Comarcas de Estrela e Teutônia, que foram recém-formados, participaram da reunião para entender o funcionamento das reuniões e das atividades de assistência aos presos.
"Tivemos um encontro em Estrela e houve o convite para eles acompanharem nossa reunião", relembra o presidente do Conselho de Lajeado, Leandro Schierholt. A presidente do grupo de Estrela, Camila Oliveira, destacou a importância de participar da reunião para obter informações e poder levar ao município. "Estou aprendendo, vim para compartilhar e trazer experiências. Para nós, é um pouco diferente, porque lá não tem presídio", comenta. Elvis Amaral, representante de Teutônia, ressaltou a importância de ver o exemplo do Conselho de Lajeado, para conseguir inserir no recém-formado grupo. "Também estamos começando, estamos na mesma situação de Estrela. Estamos aqui para absorver informações e ver o que podemos começar a mudar lá."

Justiça Restaurativa
O promotor de Justiça Sérgio Diefenbach falou sobre as metodologias de Justiça Restaurativa e Círculos de Paz, que além de serem realizados em escolas e em ambientes de conflitos, são iniciativas que estão sendo viáveis nos presídios masculino e feminino de Lajeado. "É uma possibilidade diferente de praticar a relação das pessoas. São algumas práticas diferentes e que faz com que olhemos as coisas de outros ângulos, outras lentes, de outras formas", destaca. A professora Carmem Sampaio, que realiza os Círculos de Paz no Presídio Feminino de Lajeado, conta que o trabalho teve início em 2015. "Melhor do que tratar o conflito já instalado é prevenir." Carmem explica que a cada círculo, há um tema diferente. "Sempre vemos o que elas precisam, dando a oportunidade de fala e escuta atenta", destaca. 

Prestação de contas
A reunião realizada nesta sexta-feira foi a segunda do ano. Na ocasião, a contadora voluntária do Conselho de Lajeado, Dalva Pohren, prestou contas referentes a 2018 e fez um comparativo com o ano de 2017. Conforme Dalva, a entidade não possui finalidade lucrativa e depende de doações, receita e recebimentos. "A gente não têm gastos, a gente têm investimentos. O que recebemos vai para melhorias", destaca. A contadora detalhou os gastos do ano passado, que foram referentes a materiais, taxas, assistência médica e hospitalar, cestas básicas e projetos de recuperação de dependentes químicos.

Comments

SEE ALSO ...