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Verba federal deve melhorar repasses aos hospitais do RS

Anúncio de R$ 513 milhões deve cobrir parte dos gastos de serviços de média e alta complexidade custeados pelo Estado

Créditos: Rodrigo Nascimento
- Lidiane Mallmann
Vale do Taquari - O ministro da Saúde Ricardo Barros anunciou a liberação de R$ 513 milhões para santas casas e hospitais filantrópicos de todo o país. Segundo Barros, o valor é fruto de uma economia da pasta, que ultrapassa R$ 857 milhões, no período do governo interino de Michel Temer. A esperança das casas de saúde é que o valor venha ajudar a cobrir o rombo que o governo gaúcho deixa todo mês, ao fazer os pagamentos de complementações em atraso.

O presidente do Sindicato dos Hospitais Filantrópicos e Beneficentes do Vale do Taquari, André Lagemann, acredita que a verba deve ajudar a região. Isso porque, no anúncio, o ministro frisou que os recursos servirão para formalizar credenciamentos de serviços que têm como fonte de recurso o Sistema Único de Saúde (SUS).

"O govenador sempre fala que a União repassa R$ 27 milhões a menos, todo mês, do valor total que o Estado tem a receber. Entendemos que são serviços já prestados, mas que talvez não tenham o contrato formal." Conforme Lagemann, se o repasse venha ser confirmado nestes termos, a penúria mensal das casas de saúde será um pouco menor. Além disso, R$ 141 milhões serão destinados para o pagamento de emendas parlamentares, aportadas no Ministério da Saúde nos últimos dois anos.

Apoio da Caixa

O ministro Barros reforçou ainda o apoio que será dado aos hospitais por meio de um acordo com a Caixa Econômica Federal. Nele, o banco amplia o prazo de pagamento das operações de crédito das entidades filantrópicas para até 120 meses e com até seis meses de carência.

Antes, o limite era de 60 meses. O crédito fica limitado à margem financeira disponível para cada instituição, não podendo ultrapassar 35% do faturamento total da entidade nos últimos 12 meses junto ao SUS. 

A filantropia

Lagemann é o diretor-administrativo do Hospital Ouro Branco de Teutônia. Segundo ele, a casa de saúde ainda não teve uma resposta positiva sobre o título de filantropia. "O prazo de análise do recurso ainda está correndo. Aguardamos uma resposta do próprio ministro da saúde para definir esta situação."

Lagemann conta que a negativa para o pedido de renovação do status de filantropia, a partir de um problema entre os anos de 2010 e 2011. Na época, a casa de saúde ficou sem o contrato com o Estado, um dos predicados para manter o título filantrópico. 

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