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Vereadores avaliam nove projetos em sessão

Parlamentares aprovaram R$ 500 mil para investimentos no Pro_Move e derrubaram veto ao projeto que cobra estacionamento para usuários da UBS da Univates

Créditos: Cristiano Duarte
- Lidiane Mallmann

LAJEADO | Numa sessão que se estendeu por mais de três horas, os vereadores de Lajeado apreciaram nove projetos na noite de ontem. Sete foram aprovados, um negado e outro teve pedido de vistas.

Pauta que foi trancada na semana passada, os parlamentares votaram pela aprovação do PL 055, que disponibilizou R$ 500 mil ao Pro_Move, que une esforços do Poder Público, Univates, empresas e sociedade em prol de projetos inovadores para Lajeado.

O projeto pela ilegalidade, em relação ao fato de veterinários à serviço do governo dirigirem veículos, também foi aceito. Embora tenha gerado polêmica sobre a abertura de precedentes para outros empresários da cidade, os legisladores acataram, com exceção apenas de Adi Cerutti (PSD), o PL 042 que aceita parcelamento dos débitos da Stacione com o Executivo em oito vezes.

"Não deveríamos aprovar este projeto. Como que a Stacione chegou a um débito tão grande com o governo? Quem deixou de fiscalizar isso? Isso deve abrir o mesmo caso para empresários que queiram parcelar suas contas com o governo", enfatiza Cerutti.

A dívida é referente ao período entre 2014 e outubro de 2016. Para Waldir Gish (PP), embora seja um caso em exceção, é inegável que os legisladores acatem o projeto, já que trará recursos aos cofres do município. "A auditoria apurou e corrigiu os valores. É dinheiro que entra para nossa cidade. Melhor que seja assim do que não entre."

Negado

O PL 047, que abria crédito suplementar de R$ 6 mil para manutenção do aluguel na Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sthas) foi rejeitado pelos vereadores. "Não há razões para este projeto estar na Câmara de Vereadores. O reajuste é contratual", sustenta o vereador Carlos Ranzi (MDB).

Vetos derrubados

Os parlamentares mantiveram a derrubada de dois vetos do prefeito Marcelo Caumo. No primeiro caso, em relação à Lei 10.827, que autoriza o convênio do governo com a Univates para Unidade Básica de Saúde. Os legisladores enfatizam que os usuários do SUS não devem pagar taxa de estacionamento à universidade, já que estão lá para a utilização de outro serviço.

"Vocês deveriam entender que o governo não tem gerência sobre o pátio de uma instituição privada", pondera o líder do governo na Câmara, Mozart Lopes (PP). Outro veto derrubado foi sobre os carnês do IPTU.

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