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Vigilância Ambiental intensifica ações de combate ao Aedes aegypti

Ações serão realizadas nos bairros em que o segundo levantamento constatou maior risco

Créditos: Agência Brasil
- Lidiane Mallmann/arquivo

LAJEADO | Os dados do segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) classificaram o município como risco médio. A coleta de dados feito pela Vigilância Sanitária foi realizada entre 6 e 17 de maio, quando os agentes coletaram 215 amostras em 2.101 imóveis. Os resultados da análise laboratorial identificaram 58 focos do mosquito Aedes Aegypti, sendo quatro focos no bairro Campestre, um no Alto do Parque, dois no Centenário, quatro no Centro, seis no Florestal, sete no Jardim do Cedro, oito no Moinhos, dois no Olarias, cinco no Santo André, um no Santo Antônio, um no Universitário e 17 focos no São Cristóvão.

O setor, que é vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa) de Lajeado, prioriza ações de combate e prevenção ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, nos bairros em que o segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) deste ano constatou maior risco.

Quatro vezes ao ano, os agentes de endemias, com o auxílio dos agentes comunitários de saúde das Estratégias de Saúde da Família (ESF), realizam as ações do LIRAa. Para desenvolver a ação, os quarteirões de cada bairro onde esta atividade será desenvolvida são sorteados. Um sistema de informatização é alimentado e sorteia quais serão os quarteirões a serem trabalhados. Os dados obtidos neste levantamento servem como fonte de informação para priorizar as ações de combate e estabelecer estratégias nos bairros com densidade vetorial mais alta.

No primeiro levantamento, em março deste ano, os agentes realizaram 1.998 inspeções em imóveis e coletaram 146 amostras, cada uma podendo conter várias larvas de mosquitos. O resultado dessa primeira análise laboratorial, realizada pela bióloga Catiana Lanius, identificou 14 focos do mosquito Aedes aegypti, sendo sete focos no bairro Santo André, dois no Jardim do Cedro, dois no Campestre, dois no Alto do Parque e um foco no São Cristóvão.

Além do LIRAa, a Vigilância Ambiental da Sesa realiza constantemente vistorias de rotina em imóveis residenciais, comerciais e industriais para controle do Aedes aegypti. Quinzenalmente também são monitorados locais onde há maior probabilidade de acúmulo de água parada como cemitérios, floriculturas e ferros-velhos.

Desde o início deste ano, já foram identificados 180 focos do mosquito Aedes aegypti em Lajeado. Durante todo o ano passado, apenas oito focos do Aedes haviam sido localizados. Catiana recomenda os cuidados para combater o mosquito. "Toda a população deve reforçar os cuidados para combater o mosquito. Precisamos que todos se mobilizem e executem ações de vistoria e limpeza de seus pátios e áreas externas, de modo com que o mosquito não se prolifere na água parada", ressalta Catiana.

O período de realização do ciclo do LIRAa é definido pelo Governo Federal e informado ao município pela 16º Coordenadoria Regional de Saúde.


Como a comunidade pode ajudar

A recomendação é verificar na sua residência, uma vez por semana, os seguintes itens:

* Verifique os vasos de plantas, retirando os pratinhos. Passe esponja para limpar os ovos que ficarem aderidos.
* Cuide com bromélias e outras plantas que podem acumular água. Revise semanalmente e remova a água, sempre que possível (se estiverem em vasos vire de cabeça para baixo).
* Verifique se há materiais em uso e que possam acumular ou estejam com água (baldes, potes, garrafas, pneus): secar, tampar ou colocar em local coberto.
* Caixas d´água, tonéis ou recipientes para armazenamento de água da chuva: manter tampados sem frestas ou colocar tela milimétrica para cobrir, inclusive no ladrão.
* Recolha o material que poderá ser descartado (latinhas, embalagens plásticas, vidros, garrafas PET, etc) e coloque em saco plástico para a coleta seletiva de lixo.
* Veja se a calha está desimpedida, removendo folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento adequado da água;
* Ralos, especialmente de águas de chuva: verifique se estão com água em período seco; nesse caso, coloque tela milimétrica ou adicione, semanalmente, água sanitária no ralo;
* Piscinas plásticas pequenas: devem ser periodicamente esvaziadas ou serem tratadas com cloro;
* Piscinas fixas: devem ser limpas uma vez por semana e tratadas com cloro regularmente.

 

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