Internacional

China cria regulamento para censurar vídeos de atos "anormais"

País exige rígida análise de vídeos relacionados com terrorismo, homossexualidade e superstição

Créditos: Agência Brasil
- Marcos Santos/Fotos Públicas

China - Enquanto várias cidades do mundo promovem a Parada Gay por esses dias, a China mostrou novamente, nesta sexta-feira, sua rejeição ao tema e alertou que irá censurar vídeos que mostrem imagens que sejam consideradas "anormais" na internet.

De acordo com a agência oficial de notícias "Xinhua", o novo regulamento da Associação de Serviços de Netcasting da China (CNSA) ordena a "rígida análise" das gravações colocadas na internet e relacionadas a temas como "terrorismo, superstição e homossexualidade".

"Vídeos que mostrem atos ou relações sexuais 'anormais', como o incesto, a homossexualidade e a violência ou o abuso sexual devem ser removidos", informa a nota.

Apesar da homossexualidade não ser proibida na China desde 1997 e ter sido desclassificada como distúrbio mental em 2001, a maioria dos chineses ainda enxerga a questão como uma doença e o governo não possui qualquer tipo de medida protetiva para o público LGBT no país, atualmente formado por 70 milhões de pessoas.

O regulamento determina que todos os fornecedores de serviços audiovisuais online estabeleçam um princípio de "revisão inicial" e examinem cuidadosamente o conteúdo antes de transmiti-lo. Os fornecedores de vídeo devem ter pelo menos três censores profissionais para cada programa emitido e eles terão que vigiar o conteúdo do princípio ao fim.

O conteúdo pornográfico e vulgar também deve ser suprimido, segundo o regulamento, que enumera a prostituição, o estupro e os assuntos extraconjugais como alguns dos temas que devem ser evitados.

Quem violar os regulamentos receberá uma punição que pode ir da crítica pública até a investigação mais profunda.

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