Polícia

"Investigação ultrapassou divisas do Estado", declara delegado Pacífico

Inquérito do desaparecimento de Jacir Potrich cruzou informações com família do Mato Grosso do Sul

Créditos: Caroline Garske
Investigações: delegado responsável, Guilherme Pacífico, afirma que caso será esclarecido - arquivo pessoal

Anta Gorda - Passados quase dois meses do desaparecimento de Jacir Potrich (55), o caso ainda intriga a comunidade antagordense. Na noite de 13 de novembro de 2018, por volta das 19h, o gerente da agência do Sicredi do município havia voltado de uma pescaria e foi limpar os peixes no quiosque da residência, que fica em um condomínio fechado. As câmeras de monitoramento mostram Jacir chegando ao local com um balde e um copo, mas depois, não há mais registros do bancário.

Mas, afinal, a quem interessaria o sumiço do gerente? Essa é uma das perguntas que o delegado Guilherme Pacífico, responsável pelo caso, busca responder. "Estamos em vias de completar 60 dias de intenso trabalho que desperta a curiosidade de todo povo gaúcho. Temos um inquérito que apura um desaparecimento. A Polícia Civil, a Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros e o Instituto Geral de Perícias trabalham conjuntamente para tentar identificar o que aconteceu com Jacir Potrich. Visamos esclarecer o que aconteceu com ele e a quem interessa o seu desaparecimento/morte", relata.

Segundo Pacífico, a investigação foi além dos limites de Anta Gorda e até do Rio Grande do Sul. "Ultrapassamos as divisas do Estado e fomos além de tudo que se tinha aqui em Anta Gorda." Questionado a que outros Estados se referia, o delegado cita: "Mato Grosso do Sul". A relação com o Estado está no fato de o irmão de sua esposa ter trabalhado para uma família sul-mato-grossense. "O cunhado dele foi para o Mato Grosso do Sul trabalhar, ele era veterinário. Ele foi assassinado. Mas é algo que ocorreu em 2004 e a família está com uma ação indenizatória para os filhos. No passado, o Jacir trabalhou como contador para essa família (a distância) aqui no Rio Grande do Sul. Mas isso é coisa de muitos anos", detalha o delegado.

Guilherme Pacífico explica que todo o passado da vida de Jacir Potrich até o dia do desaparecimento foi investigado. "Investigamos o elo de ligação entre as famílias. Retrocedi no passado dele para esclarecer circunstâncias, para ver se foi identificada aquela família. Em algum momento, a gente cruzou informações", afirma.

O delegado ainda afirma que, em breve, o caso do desaparecimento de Jacir será esclarecido. "Passados 60 dias, estamos mais próximos do final do que no início, quando sequer tínhamos algum norte", finaliza. 

 

Recompensa

A família continua oferecendo o valor de R$ 50 mil como recompensa para quem tiver informações precisas sobre de Jacir. "Gostaria de pedir para as pessoas de bem, que nos ajudem com orações e, caso alguém tenha visto o Jacir ou tenha alguma pista concreta, que nos leve ao seu paradeiro, para que nos informe através do fone disponibilizado", reitera a esposa. O telefone para contato é o (54) 9 9709-1519.

 

Espera

Adriane Balestreri Potrich (53), esposa de Jacir Potrich, aguarda o esclarecimento sobre o caso. A espera, segundo ela, gera aflição. "Conversei com o delegado nesta semana e ele me falou a mesma coisa que esta nas entrevistas. Estamos com esperança, mas ao mesmo tempo muito aflitos, pois já vai completar dois meses e não se tem um norte, mas a polícia deve ter", comenta Adriane. Ela relembra que o marido nunca comentou nada a respeito de ameaças, pois era muito reservado, principalmente em relação ao trabalho.

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