Polícia

Acusados de homicídios na região vão a júri

Crimes ocorreram em Lajeado, em 2014, e em Estrela, no ano passado

Créditos: Natalia Nissen
Jonas Vieira foi morto no escritório de sua empresa, em Estrela - Lidiane Mallmann/arquivo Informativo do Vale

Vale do Taquari - Dois júris estão programados para esta quarta-feira (4), na região. O réu Ismael Davi Assis Rodrigues será julgado por homicídio, no Fórum da Comarca de Lajeado. Ele é acusado de matar Glimar de Paula Neto dos Santos (29), na madrugada de 2 de março de 2014, no Bairro Universitário, em Lajeado. No Fórum de Estrela, o Conselho de Sentença deverá julgar se Jonatan Luís Fruhauf é culpado pelo assassinato do empresário Jonas Vieira (31), no dia 29 de janeiro de 2017, em Estrela.

Na denúncia, o Ministério Público (MP) acusa Rodrigues de matar Santos com um golpe de faca. Os dois trabalhavam em uma obra e participavam de uma confraternização. O réu estava embriagado, e o crime foi motivado por uma briga anterior, fato considerado fútil pela acusação e que impossibilitou a defesa da vítima. De acordo com o processo, outras cinco pessoas estavam na casa e relataram não terem ouvido qualquer discussão. Logo após o homicídio, a Brigada Militar (BM) foi acionada e capturou o suspeito.

Interesse financeiro

As investigações apontaram quatro envolvidos na morte de Jonas Vieira, e a Justiça de Estrela determinou a cisão do processo devido à renúncia dos defensores constituídos. O primeiro julgamento será o de Jonatan Luís Fruhauf que, conforme a denúncia, foi um dos mandantes. Ele atraiu a vítima até o local, sob o pretexto de uma reunião de negócios. Em seguida, dois homens entraram na empresa e levaram Vieira para uma sala separada, onde praticaram o homicídio com pancadas de barra de ferro. Fruhauf foi amarrado a uma cadeira no almoxarifado para simular um assalto e o DVR com as imagens do sistema de videomonitoramento levado pelos criminosos.

Para a acusação, o delito foi motivado pelo interesse do réu em recuperar o controle de uma empresa gerenciada pela vítima. Os executores receberiam uma recompensa em dinheiro.

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