Polícia

Armas de caça são apreendidas em Estrela

Mandado de busca foi cumprido pela Polícia Civil com o apoio da Rede de Proteção Ambiental e Animais

Créditos: Caroline Garske
AÇÃO CONJUNTA: agentes da Polícia Civil e da Reprass cumpriram mandado de busca e apreensão no interior de Estrela - Reprass/divulgação

Estrela - Informações a respeito de um possível cativeiro de aves silvestres e nativas levaram a Polícia Civil de Estrela a desencadear ação que resultou na prisão de um jovem de 21 anos e na apreensão de armas, munições e espécies de aves que estavam congeladas e prontas para consumo alimentício em uma residência na Linha Winck, interior do município.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã de ontem pelos agentes da Delegacia de Polícia (DP) de Estrela, que contaram com o apoio de integrantes da Rede de Proteção Ambiental e Animais (Reprass). Conforme o titular da DP, Juliano Stobbe, a representação pela busca se deu, também, porque, segundo a denúncia, no local poderia haver armas de fogo. "Representamos por mandado de busca deferido judicialmente e cumprido pelos policiais da investigação. Encontraram na casa do investigado duas armas de fogo, insumos para recarga de munição e algumas espécies de aves congeladas, como codorna e galinha da angola que eram para comer", detalha o delegado.

Segundo Stobbe, a carne foi encaminhada à perícia para verificar se existe a permissão de abate. Por enquanto, a autuação se refere às armas de fogo encontradas na residência, pois as espingardas, de calibre 28 e 36, não possuem registro. O morador, localizado na casa pelos policiais, foi encaminhado à delegacia e liberado após pagamento de fiança arbitrada pela Polícia Civil.


Esforços em conjunto

A ação ocorreu em parceria entre a Rede de Proteção Ambiental e Animais (Reprass), associação que atua em todo Rio Grande do Sul para coibir crimes ambientais e auxilia as forças de segurança pública com repasse de informações. "Recebemos denúncias de diversos órgãos e trabalhamos junto com a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) e também e com a Reprass, que felizmente nos fornecem os conhecimentos técnicos", afirma o delegado Juliano Stobbe.

De acordo com um integrante da Reprass, a entidade atua no combate ao comércio ilegal de armas e munições e vem encaminhando ofícios e relatórios ambientais ao Ministério Público Federal e à Polícia Civil. "Estes relatórios já tiraram mais de mil munições e 24 armas de circulação", afirma. Ainda de acordo com o membro da Rede, é realizado um trabalho diferenciado no Rio Grande do Sul entre a associação de proteção ambiental e a Polícia.

 

 

APREENSÃO: espingardas, insumos para recarga de munição e aves congeladas  (Reprass/divulgação)

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