Polícia

Atraso no pagamento gera nova paralisação dos servidores

Agentes da Polícia Civil suspendem atendimentos até quitação da folha de outubro

Créditos: Natalia Nissen
MOVIMENTO: agentes atenderão apenas casos de urgência ou emergência - Lidiane Mallmann/arquivo O Informativo do Vale

Vale do Taquari - Pelo segundo mês consecutivo, servidores da Polícia Civil iniciaram uma greve que deve se estender até a integralização dos salários da categoria. A medida foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm) e não tem adesão dos delegados de Polícia. Os serviços devem ser retomados no dia 14, quando o governo pretende quitar a folha de pagamento do funcionalismo referente ao mês de outubro. Até lá, a categoria promete manter o mínimo de 30% do atendimento à comunidade, com registro apenas dos casos mais graves.

Na última reunião, os servidores optaram pela manutenção da assembleia permanente da categoria enquanto o governo não regularizar o pagamento de salários. A cartilha do movimento prevê a deflagração de greve sempre que os salários não forem pagos na data prevista em lei, ou seja, no último dia útil do mês referente ao vencimento. A orientação é de que a comunidade utilize o registro de ocorrência online para casos de menor gravidade.

Atendimento
O movimento grevista orienta aos agentes que não cumpram mandados de prisão ou de busca e apreensão; não participem de operações policiais; não façam serviços de cartório, investigação, entrega de intimações, oitivas ou remessas de inquéritos policiais à Justiça durante a paralisação. A Chefia da Polícia Civil informa que os delegados deverão avaliar a adesão dos servidores para realizar as ações nos municípios. Os delegados, no entanto, continuam trabalhando normalmente.

Casos que têm atendimento garantido durante a greve: latrocínio - roubo seguido de morte; homicídio; estupro; ocorrências em que crianças, adolescentes ou idosos são vítimas; situações relativas à Lei Maria da Penha; e furtos e roubos de veículos. Casos específicos poderão ser registrados conforme avaliação das autoridades.

Relembre o caso
Em julho, a categoria decidiu reduzir serviços nas Delegacias de Polícia (DP) de forma permanente em protesto ao parcelamento de salários, adotado desde o início do mandato do governador José Ivo Sartori. Os policiais também reivindicam o pagamento em dia do 13º vencimento e as promoções de carreira, que estão atrasadas e deveriam ocorrer em duas datas anuais. De acordo com o sindicato representativo, o governo tem utilizado os serviços das polícias como forma de propaganda para enganar a população, sem fazer os investimentos necessários para manutenção da segurança pública, provocando aumento na criminalidade e prejudicando a rotina de trabalho dos servidores.

Serviço
Ocorrências podem ser registradas clicando aqui. O sistema aceita registros de perda ou localização de documentos; acidentes de trânsito com danos materiais; furtos; ofensas; maus-tratos contra animais; perturbação; dano; dano causado por fenômeno da natureza e violação de domicílio, entre outros, desde que ocorridos no Rio Grande do Sul. Após efetuar o registro, o comunicante deve aguardar um e-mail de deferimento. É necessário guardar o número de protocolo para poder consultar, alterar ou aditar uma ocorrência. Após o deferimento, o documento é encaminhado à Delegacia de Polícia correspondente à cidade em que o fato ocorreu. Os dados do comunicante são comparados às informações contidas no banco de dados da Polícia Civil, por isso, se houver algum dado incorreto, a ocorrência poderá ser indeferida.

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