Polícia

Bombeiros de Taquari suspendem atendimentos por tempo indeterminado

Créditos: Natalia Nissen

Taquari - Prestes a completar três anos da inauguração do quartel do Corpo de Bombeiros na cidade, a corporação passa por uma fase delicada e os serviços foram temporariamente suspensos. Por falta de efetivo e recursos, a unidade dos bombeiros precisou ser fechada e não há data prevista para reabertura. Apenas um bombeiro é escalado para atender aos telefonemas da comunidade e direcionar as equipes mais próximas para o atendimento das ocorrências: Montenegro ou Venâncio Aires.

Segundo o sargento Adriano Camargo Lopes, comandante do quartel, não é a primeira vez que a unidade fecha as portas, mas em nenhuma das ocasiões a situação foi tão grave. Ele espera que a situação seja normalizada até junho, mas não há garantias para isso. O sargento explica que o efetivo é reduzido e um dos bombeiros se feriu durante um atendimento e está afastado. Considerando escalas, férias, imprevistos e cotas de horas-extras escassas não há como manter a guarnição mínima de quatro pessoas.

O quartel foi inaugurado como uma unidade militar, no entanto, tornou-se mista para driblar a falta de recursos humanos. Voluntários e estagiários auxiliavam em algumas atividades. "O problema é que o voluntário não tem vínculo, se não quiser, não precisa vir. Então não temos garantia de que haverá pessoal suficiente para fazer um atendimento. E enviar dois bombeiros para um atendimento desrespeita a determinação geral".

Além da falta de bombeiros, o quartel é um antigo ginásio e precisa de diversas adaptações. Os serviços são feitos com doações ou recursos do Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). O Estado garante apenas os bombeiros militares e combustível para as viaturas. De acordo com Lopes, não há previsão de reforço no efetivo. Em julho, uma turma de novos soldados será formada, porém, a distribuição dos servidores depende de decisão do Comando do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul.

Região
O comandante reconhece que a situação não é exclusiva do quartel de Taquari e outras cidades têm sido atingidas pelo mesmo problema. No Vale do Taquari, já houve suspensão de atendimentos em Estrela e Lajeado por falta de cotas de horas-extras.

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