Polícia

Jurados condenam acusados de homicídios em Lajeado e Estrela

Réus devem cumprir pena em regime fechado, mas ainda podem recorrer das sentenças

Créditos: Natalia Nissen
JULGAMENTO: defensora pública, Andressa Rissetti Paim, pede afastamento das qualificadoras - Natalia Nissen

Vale do Taquari - O Conselho de Sentença julgou procedente a acusação de homicídio contra Ismael Davi Assis Rodrigues, em audiência realizada nesta quarta-feira (4), no Fórum da Comarca de Lajeado. Ele foi condenado a 12 anos de reclusão em regime inicial fechado e pode recorrer da sentença. A defesa foi feita pela defensora pública, Andressa Rissetti Paim, e o promotor de Justiça Criminal, Ederson Luciano Maia Vieira, atuou na acusação. O júri foi presidido pelo juiz Rodrigo de Azevedo Bortoli, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca.

Segundo o processo, o réu desferiu uma facada em Glimar de Paula Neto dos Santos (29), na madrugada de 2 de março de 2014, na área de uma residência no Bairro Universitário, em Lajeado. A defesa pediu o afastamento da qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, alegando que Santos não foi pego de surpresa e os dois entraram em luta corporal. Andressa argumentou, ainda, que o acusado agiu sob violenta emoção diante de provocação da vítima, portanto o caso poderia ser considerado homicídio privilegiado com abrandamento da pena.

Na denúncia, o MP acusou Rodrigues de praticar o crime por motivo fútil, já que os dois, que eram colegas de trabalho, tiveram uma briga anterior. Outras cinco pessoas que estavam na casa relataram não ter presenciado o homicídio ou ter ouvido qualquer discussão naquela madrugada. No local, houve uma confraternização, com consumo de bebida alcoólica, aspecto também abordado durante os discursos de acusação e defesa.

Crime contra empresário foi planejado

Jonatan Luís Fruhauf recebeu uma pena de 13 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado como condenação por homicídio qualificado. Ele foi acusado de planejar a morte do sócio Jonas Vieira (31), no dia 29 de janeiro do ano passado, em Estrela. A sentença foi proferida pela titular da 1ª Vara Judicial da Comarca, juíza Débora Gerhardt de Marque, na tarde de ontem (4), e cabe recurso, no entanto, não foi concedido o direito de apelar em liberdade. O advogado Marco Alfredo Mejía atuou na defesa, e a acusação foi feita pelo promotor de Justiça André Costa.

Conforme a decisão do júri, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e teve motivação torpe. Vieira era amigo de Fruhauf e deixou dois filhos menores de 18 anos, razões que agravam o assassinato. O denunciado confessou seu envolvimento e, por isso, teve a pena diminuída em seis meses. De acordo com a acusação, ele tinha interesse em recuperar o controle de uma empresa gerenciada pelo amigo e o atraiu até lá para uma suposta reunião. Porém, ao chegarem no local foram surpreendidos por dois indivíduos que simularam um assalto e mataram a vítima com golpes de barra de ferro. A dupla receberia dinheiro como recompensa. O companheiro de Fruhauf também foi denunciado pelo Ministério Público (MP), mas a Justiça de Estrela determinou a cisão do processo, e os quatro réus terão julgamentos separados.

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