Polícia

Policiais civis param em protesto contra a Reforma da Previdência

Servidores do Vale do Taquari continuaram atendendo ocorrências de maior urgência

Créditos: Caroline Garske
PARALISAÇÃO: apenas ocorrências de maior grau de urgência foram atendidas na DPPA de Lajeado - Caroline Garske

Vale do Taquari - Policiais civis do Vale do Taquari paralisaram suas atividades durante a tarde de ontem, entre 13h e 18h. Apenas urgências foram atendidas pelos servidores da Polícia Civil. O movimento, que aconteceu em todo o Brasil, foi convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e faz parte de uma série de atividades contra a Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional.

No Rio Grande do Sul, a categoria é representada pela Ugeirm Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul e pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS (Sinpol-RS). Segundo uma das diretoras da Ugeirm e representante da região, Magda Lopes, todas as delegacias do Vale do Taquari aderiram à paralisação. "Somos contra a Reforma da Previdência, que atinge toda a sociedade, e em especial órgãos como nós", salienta.

Os sindicatos alegam que além do não reconhecimento das características próprias da atividade policial, como o risco de morte, a proposta traz a possibilidade do estabelecimento de uma alíquota extra de até 8%, que significa redução salarial para policiais de todo o país. "Além de aumentar o tempo de contribuição, aumenta a idade dos policiais e restringe os direitos, que na verdade vai provocar um envelhecimento do contingente policial no Brasil inteiro", afirma Magda.

Na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado, apenas ocorrências de maior grau de urgência foram atendidas e registradas. Embora os delegados não tenham parado suas atividades na tarde de ontem, José Romaci Reis, titular da 19ª Delegacia Regional de Polícia de Interior (19ª DRPI), entende que a causa é justa, mas que os serviços essenciais não são prejudicados. "Nossa ideia é deixar eles à vontade desde que atendam os serviços de prioridade. Onde a Polícia Civil tem que agir imediatamente, vamos agir", ressalta Reis.

No próximo dia 21, um ato a nível nacional ocorre em Brasília. Conforme Magda Lopes, na ocasião, a Ugeirm Sindicato e o Sinpol-RS estarão representados por policiais civis de todo o Rio Grande do Sul.

Comments

SEE ALSO ...