Política

Creches municipais podem ter câmeras de monitoramento

Câmara aprovou matéria, que ainda depende da sansão do Executivo para virar lei

Créditos: Luísa Schardong
SEDE: mais uma opção na lista - Luísa Schardong

Lajeado - Os vereadores aprovaram dois projetos de lei que ajudam a educação da rede municipal. Um deles, assinado por Neca Dalmoro (PDT), institui que cada Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) tenha, no mínimo, duas câmeras de monitoramento. As áreas prioritárias são as de maior índice de violência. "Embora a proposta tenha sido encaminhada para a Casa bem antes da tragédia de Minas Gerais, penso que a segurança das crianças está em primeiro lugar. Isso vai trazer tranquilidade para os pais e para os funcionários", aponta.

Sérgio Kniphoff (PT) elogiou a iniciativa. "Nossas creches também sofrem com outras inseguranças, como muros instáveis, falta de corrimãos, declives de terreno - bom olharmos para formas de protegê-las. Entretanto, acredito que projeto vai ser vetado", apontou. Ele lembrou que o projeto trata de matéria financeira, já que a Prefeitura precisaria pagar pelas instalações, o que pode ser considerado ilegal. "Mas voto a favor para sensibilizar o Executivo." O texto foi aprovado por unanimidade.

O outro projeto é do vereador Carlos Ranzi (PMDB). É o programa "Adote uma Escola", que legitima termos de cooperação que contribuam com a conservação e manutenções de escolas municipais. Funcionaria assim: entidades e empresas estariam autorizadas a firmar colaborações com direção escolar, Associações de Pais e Funcionários (APF) e Círculo de Pais e Mestres (CPM) - isso depois de a proposta ser aprovada pela Secretaria de Educação (SED).

Essa participação poderia acontecer com a doação de equipamentos e materiais didáticos e chegar até a realização de obras de reforma, ampliação e manutenção de prédios escolares. Mais de uma empresa ou entidade poderia adotar a mesma escola. Apesar da contrapartida envolver propaganda, a adoção do colégio não gera direito de exploração comercial. Da mesma forma, as melhorias estruturais do acordo passarão a integrar o patrimônio municipal - ou seja, sem qualquer direito de ressarcimento ao adotante de despesas realizadas para sua implantação.



Vetos
O prefeito Marcelo Caumo (PP) vetou dois projetos aprovados pelo Legislativo: um estabelecia critérios para a contratação de fornecedores, como uma Lei da Ficha Limpa para empresas; o outro determinava a inclusão de alimentos orgânicos na merenda dos alunos da rede municipal de ensino.

Sede da Câmara continua na pauta
Os vereadores voltaram a se debruçar sobre uma alternativa para resolver o impasse da nova sede. Eles se reuniram com o arquiteto Ricardo Mucillo, da Construtora Zagonel. Ele fez esboços para contribuir com o debate, se baseando no terreno e nas necessidades já apontadas pela Câmara. O projeto soma a outras três opções já apresentadas: a compra do prédio da Acvat, na Avenida Benjamin Constant; do Cine Alvorada, na Avenida Senador Alberto Pasqualini; ou a adaptação de projeto antigo para construção no terreno da Praça Mário Lampert, na Rua Júlio May.

"Pensei na situação mais econômica possível. É uma ideia pé no chão. Seria bem adequado para o momento e atende para o futuro", defende o arquiteto.

Seriam três andares: o térreo, com recepção, secretaria, sala de reunião, sanitários, sala da Presidência e um café com copa e conveniência; o segundo piso, com 21 gabinetes de aproximadamente 12 metros quadrados e lavabos individuais, três salas de apoio para comissões e copa; além do terceiro andar, que acolheria um Plenário com palco e capacidade para 200 lugares - ele também teria um acesso independente pela rua, o que possibilitaria sua abertura para eventos da comunidade.

A área seria de 1.800 metros quadrados de planta livre, para que divisórias móveis tornem o espaço mais dinâmico e adaptável.

No pátio, vaga para 50 automóveis, espelho d'água com letreiro e deck em alumínio, levando para o café. Muccilo lembrou que o subsolo é opcional. "Seriam mais 40 vagas a um custo de quase R$ 1 milhão. Minha opinião é de que, no futuro, o carro não será o principal meio de locomoção." A expectativa do presidente da Casa é desenrolar a situação até o final do ano.

500 anos da Reforma
A Câmara homenageou o 5º centenário da Reforma Luterana com uma sessão solene, na qual se lembraram as ideias de Martinho Lutero, que se espalharam pelo mundo depois que ele fixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, na Alemanha. Parceiras, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a Igreja Evangélica Luterana (IELB) de Lajeado se reúnem todos os anos para comemorar a data e, ontem, não foi diferente. O Plenário ficou lotado.

Pastor da IECLB, Luis Henrique Sievers destacou que as atividades que lembram o meio milênio da Reforma culminam no feriado do próximo dia 31 de outubro. "Teremos uma celebração conjunta que, este ano, acontece no Centro Comunitário Evangélico", lembra.

Pastor da IELB, Mário Hartmann reforça que a Reforma foi um marco na história mundial. "Naquela época, vivia-se em um crise política, social e de valores - ou seja, quase um retrato do nosso próprio tempo. Essa palavra de fé mudou a Igreja e a sociedade. Essa é a mensagem", conta.

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