Política

Decisão sobre a sede da Câmara fica para a próxima semana

Vereadores avaliam pelo menos quatro propostas de construção e compra de prédios

Créditos: Luísa Schardong
SESSÃO: ordem do dia teve a derrubada de dois vetos - Luísa Schardong

Lajeado - O Plenário decidiu adiar em mais uma semana a tomada de decisão a respeito da nova sede da Câmara. São pelo menos quatro propostas apresentadas oficialmente: a compra do prédio da Acvat, na Avenida Benjamin Constant; do Cine Alvorada, na Avenida Senador Alberto Pasqualini; a adaptação de projeto antigo para construção no terreno da Praça Mário Lampert, na Rua Júlio May; ou a compra de parte do Genes Work & Shop.

Segundo o presidente do Legislativo, Waldir Blau (PMDB) a medida visa fazer a melhor escolha para a comunidade. "Fala-se da nova sede desde 2005. Já gastamos mais de R$ 1,2 milhões em aluguel. Sempre foi um desejo meu buscar um espaço mais adequado, diluindo aluguel em um investimento próprio", explicou. "É muito difícil chegar a um consenso. Vejo que se continuarmos só nos debates não vai avançar."

Assim, o anúncio fica para a próxima terça-feira. "Vamos decidir se vamos adquirir um prédio usado ou fazer um novo. Teremos decisão até o final do ano, optando pelo que for melhor e mais econômico, porque não queremos colocar dinheiro fora."

Nova proposta
À frente do Genes Work & Shop, Marcos Nesello e Tiago Nesello Vitório se reuniram com os vereadores para apresentar mais uma opção de sede para a Casa. A proposta é pelo terceiro e quarto pavimento - hoje, a Câmara ocupa o segundo e terceiro andar deste mesmo prédio. A avaliação do arquiteto Nesello é de que a compra dos andares atuais sairia mais cara. O custo seria de R$ 3,4 milhões, sem contar as reformas.

No terceiro piso, a ideia seria fechar um terraço descoberto, acrescentando uma área de utilização de aproximadamente 110 metros quadrados. O quarto pavimento também seria melhor aproveitado, com uma construção adicional de 433,80 metros quadrados. A antiga sala da presidência, já existente, possui área de 58,78 metros quadrados, com banheiro e cozinha instalada.

Com estas mudanças, podem ser instaladas 29 salas ou gabinetes, cada um com cerca de 20 metros quadrados, mais uma sala de reunião de 41 metros quadrados - o potencial de utilização renderia uma sede de aproximadamente 1.274 metros quadrados. "Ainda tem como colocar banheiros femininos e masculinos em ambos andares, garantir acessibilidade para o quarto andar com escadas e elevadores internos."

Nesello apontou sobre os custos fixos de manutenção do prédio giram em torno de R$ 13 mil mensais - R$ 5,5 mil só com portaria, além de limpeza, energia elétrica da área comum, água e elevador. "Hoje a Câmara arca com R$ 5,5 mil. Isso é possível pela capacidade de diluir as despesas com outros condôminos que ocupam o edifício. Compartilhando esse espaço e não tendo uma estrutura exclusiva, vocês poupariam no mínimo R$ 70 mil por ano."

Tribuna livre
O advogado Ney Arruda Filho usou a Tribuna Livre para comentar sobre o assunto. "Minha posição pessoal repercutiu nas redes sociais. Vim aqui para dizer que toda obra pública tem que intervir positivamente no espaço público, tem que deixar uma marca por muito tempo. Deixo esta reflexão", disse. "Alguém já fez a conta de quanto custa construir, manter e ter segurança num prédio? Vale a pena hoje? Partindo de premissas adequadas, vamos chegar ao que precisamos."

No início da semana passada, o Comitê Gestor do Plano de Revitalização do Centro Histórico de Lajeado encaminhou ofício à Câmara, reiterando o posicionamento pela permanência da sede no Centro Histórico, na Rua Júlio May, ou pela compra do prédio da Acvat.

Vetos e acordos
A Prefeitura encaminhou dois vetos a projetos de lei aprovados pelo Legislativo. A maioria dos vereadores descordou de ambas as justificativa, optando pela derrubada dos vetos. O primeiro dispunha sobre a inclusão de alimentos orgânicos na merenda escolar da rede municipal de ensino. A justificativa do Executivo é de que, após consultar a Secretaria de Educação (SED), veio a informação de que os orgânicos custariam 30% a mais. Além disso, por legislação federal, 70% da merenda escolar vem da agricultura familiar. Segundo o líder de Governo, Mozart Lopes (PP), "disso, 10% é orgânico. O projeto é inconstitucional e a agricultura familiar não consegue atender o percentual proposto."

A outra matéria estabelecia critérios para contratação de fornecedores na forma da Lei Ficha Limpa. O Executivo falou em vício de inconstitucionalidade formal, decorrendo do fato de que a constituição federal diz que legislar sobre esse tipo de matéria compete privativamente à União - ou seja, a Câmara não teria poder.

Dois acordos de bancada aconteceram: um destina R$ 100 mil a campanha Natal no Coração e outro R$ 7 mil para arbitragem de um campeonato estadual de atletismo.

Certel Energia
O presidente da Certel Energia, Erineo José Hennemann apresentou números da cooperativas em reunião realizada antes da sessão ordinária. Ele agradeceu um ofício encaminhado pelos parlamentares, que elogiaram a atuação da equipe durante os temporais de outubro, e convidou a Casa para conhecer o centro de operação da Certel Energia em Teutônia.

Segundo ele, a cooperativa atende mais de 62 mil consumidores. Entre o ano passado e este, foram investidos R$ 2,85 milhões em uma subestação em Lajeado _ mais R$ 505 mil serão utilizados para comprar alimentadores, que serão instalados na Avenida Benjamin Constant.

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