Política

Delator admite propina para obter votos no Carf

Operação Zelotes fecha primeiro acordo de delação

Créditos: Redação
- divulgação
Brasília - Após mais de dois anos de atuação, a Operação Zelotes teve sua primeira delação premiada homologada pela Justiça Federal, informou ontem o Ministério Público Federal (MPF). O acordo foi com o réu Paulo Roberto Cortez, ex-integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
 
Em troca do desbloqueio de seus bens e de ter sua pena limitada a um ano de prestação de serviços comunitários, Cortez deu detalhes sobre o esquema para fraudar decisões do Carf. Última instância de recursos administrativos contra a cobrança de impostos, nele são julgadas dívidas milionárias com a Receita. O depoimento mostra que votos eram encomendados por empresas que deviam milhões ao Fisco, e funcionários do Carf tinham despesas pagas por conselheiros em troca de informações que não eram públicas.
 
Cortez, que também devolverá R$ 312 mil aos cofres da União, comprometeu-se a dar informações e documentos referentes a seis casos investigados na Zelotes, entre eles, o inquérito que envolve o Bank Boston, cujo esquema foi um dos alvos mais recentes de ações da Polícia Federal (PF). Paulo Roberto Cortez é auditor aposentado da Receita Federal e foi conselheiro do Carf entre 1992 e 2009.
 
 
Saiba Mais
 
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o suposto esquema de corrupção envolveu pagamento de propina para cancelar ou reduzir multas aplicadas ao banco. Em um dos casos, uma autuação tributária avaliada pela Receita Federal em cerca de  R$ 600 milhões foi reduzida em 70%.

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