Política

Educação na pauta do Legislativo

Audiência pública sobre mudanças na rede municipal de ensino está confirmada para este sábado, na Câmara de Vereadores. Encontro é aberto à comunidade

Créditos: Luísa Schardong
SESSÃO: vereadores falaram sobre educação e saúde - Luísa Schardong

Lajeado - O vereador Sérgio Rambo (PT) levou ao plenário, na sessão de terça-feira, o desabafo postado por uma mãe lajeadense em uma rede social e a reacendeu o debate em torno das mudanças na rede municipal de ensino. "Estão achando, em Lajeado, que filho de pobre é tralha. Filho de pobre, que depende de Educação Infantil municipal pode dividir sala com 24 pessoas, quando a lei manda no máximo 16. Filho de pobre, quando chega a 4 ou 5 anos de idade pode ser expulso da escola que ama e está habituado a frequentar, para tentar uma possível vaga (que inexiste) em outra escola - longe de sua casa. Filho de pobre não importa pra prefeitura", leu.

"Ela disse o que muitas famílias estão sentindo. Essa mãe não vai se calar e não vai deixar os filhos serem violentados e tratados como tralha. Foram achincalhados", disse Rambo.

Carlos Ranzi (PMDB) concordou. "Essa falta de diálogo entre Poder Público e a comunidade escolar estampa os jornais. E vai continuar, pois tem projeto tramitando aqui pedindo para reduzir investimento em educação para inserir em um suposto Fundo Educacional para construção de creches", apontou.

Uma audiência pública sobre o assunto ocorre no sábado, das 9h as 11h, no plenário da Câmara.

Saúde
Já tramita nas comissões um projeto de lei da Prefeitura que solicita a contratação da Univates para gerir os programas de saúde do Município, hoje administrados pelo Instituto Continental de Saúde (Icos). A ideia é celebrar o contrato com dispensa de licitação, ponto que causa polêmica entre os parlamentares. A expectativa é de que o texto seja votado na semana que vem.

Ordem do dia
Aprovado o projeto do Executivo que tramitava em regime de urgência, autorizando repasse de aproximadamente R$ 4 mil à Univates para despesas de impressão da obra "Histórias da Imigração na Região". O livro será distribuído às bibliotecas das escolas municipais. Quatro vereadores, todos do PMDB, votaram contra a matéria: Carlos Ranzi, Éder Spohr, Marquinhos Schefer e Caren Luana Castro, suplente que ocupa temporariamente a cadeira de Neca Dalmoro (PDT).

A bancada ficou incomodada com trechos da publicação e questionou o cunho técnico da obra. "O relato do livro é de 20 imigrantes _ dizem que, ao chegar, foram roubados, mal recebidos. Acho que dá pra fazer um resgate histórico mais valoroso. O relato do livro é pobre e o recurso poderia ser melhor aproveitado", disse Ranzi. "Esse projeto deveria ser retirado e reavaliado."

Sérgio Kniphoff (PT) rebateu o posicionamento. "O livro teve um estudo desenvolvido com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). O que vemos é uma pesquisa de entrevistas", explicou. "Não vejo razão de votar contra _ as informações podem não ser boas de ouvir, mas se trouxer ideia de reflexão e de melhoria no acolhimento aos imigrantes, só vai nos ajudar."

Embora tenha votado contra o projeto, Ranzi apresentou uma emenda à matéria, apontando que a distribuição deverá ocorrer de forma gratuita, informação que constará na capa dos exemplares. "Pode soar estranho que eu, que votei contra, coloque emenda, mas não é por isso que eu não vou deixar de contribuir com o projeto", justificou.

Ainda, foi definida a comissão que atuará na atualização do Regimento Interno e Lei Orgânica da Casa. Os vereadores Ildo Salvi (Rede), Éder Spohr (PMDB), Ernani Teixeira (PTB), Waldir Gisch (PP) e Nilson Do Arte (PT) serão titulares, enquanto que Sérgio Kniphoff (PT), Paulo Tóri (PL) e Arilene Dalmoro (PDT) assinam como suplentes.

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