Política

Pressão contra galpão de reciclagem no Santo Antônio chega na Câmara

Grupo participa da sessão e representantes usam tribuna para abordar receios da comunidade local em relação à remoção da Vila dos Papeleiros

Créditos: Matheus Aguilar
Mapa: imagem projeta local onde devem ser construídas as casas para as famílias que vivem na Vila dos Papeleiros

Lajeado - Moradores do Jardim do Cedro compareceram à sessão desta terça-feira (11) para pedir ajuda dos vereadores em relação à remoção da Vila dos Papeleiros para área do Santo Antônio, no limite com o bairro. Eles frisam que não são contra a ida das pessoas para o loteamento a ser construído no local designado, mas querem uma alternativa ao galpão para triagem do material reciclável. Dois representantes da comunidade fizeram uso da tribuna livre.

Rosane Senhem foi a primeira a se manifestar. "Não temos nada contra as pessoas que vivem lá. São iguais a nós. Só não queremos ter uma indústria de reciclagem na porta de casa. Ninguém gostaria." Segundo ela, a reivindicação dos moradores do bairro é que o município busque um local mais adequado para o ambiente de trabalho dos catadores. "Penso que não é colocando em qualquer bairro, sem conversar com a população local, que isso se resolve. Mas queremos que o município esteja aberto a rever a instalação do galpão lá. Sabemos que é preciso conseguir um lugar digno para essas famílias viverem, mas não concordamos que vá o lixo todo junto", destaca Rosane. "Também não somos contra o trabalho desenvolvido por eles, que é fundamental nos dias de hoje. Só não concordamos que junto de nossas casas seja a melhor alternativa. Representamos também os moradores do Santo Antônio", complementa.

Fabiano Trindade também fez uso da tribuna. Ele abordou questões como a falta de infraestrutura adequada para tráfego de caminhões, caso a instalação do galpão de triagem seja feita no terreno. "Não está sendo pensada uma rua para isso. Viemos aqui na Câmara pedir ajuda dos vereadores. Tememos pela infestação de insetos, ratos e outras pragas", comenta. Ele ressalta que o problema todo está na possibilidade de toda a estrutura de trabalho para triagem dos materiais recicláveis ser levada para a área. "Só não queremos o galpão lá. As pessoas serão bem-vindas. E fica também o apelo para que sejam melhor assistidas pelo município", reforça.

Confira reportagem completa na edição impressa.

Comentários

VEJA TAMBÉM...