Política

Primeira sessão do ano desponta moção de apoio ao Samu regional

Objetivo é pressionar Estado. Em 2018, foi a primeira vez que o Plenário teve quatro mulheres à Mesa. Na ordem do dia, mais de R$ 1,3 milhão para capeamento asfáltico

Créditos: Luísa Schardong
MULHERES: após posse de suplentes, quatro vereadoras participam da legislatura - Luísa Schardong

Lajeado - O ano legislativo começou. Ontem, o Grupo de Cordas do Sesi abriu a primeira sessão ordinária de 2018 na Câmara de Vereadores, que pela primeira vez, contou quatro mulheres à mesa do Plenário. Além das titulares Neca Dalmoro (PDT) e Mariela Portz (PSDB), duas suplentes da bancada do PT tomaram posse - Ana Reckziegel e Marisa Bastos substituem temporariamente os vereadores Sergio Rambo e Sergio Kniphoff, respectivamente. Ainda, Beto Schneider foi empossado no lugar de Waldir Blau (MDB).

Logo no início da sessão, Ildo Paulo Salvi (Rede) pediu destaque na votação de um requerimento, que gerou uma moção de apoio da Casa ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Taquari (Consisa VRT), o serviço passa por dificuldades financeiras. "Estamos exercendo uma pressão saudável sobre o Estado, que não tem cumprido com os repasses. Queremos que eles sejam regularizados", explica.

"Servidores do Samu estão há pelo menos dois meses recebendo atrasado. Se continuar assim teremos dificuldade de manter, pois os municípios não têm como arcar com mais essa despesa." A moção partirá de Lajeado para todas as Câmaras da região e Assembleia Legislativa.

Ordem do dia

Os parlamentares aprovaram a abertura de crédito especial e suplementar na Secretaria de Obras e Serviços Públicos para recebimento de recursos da Caixa Econômica Federal. Mais de R$ 1,4 milhão será investido no capeamento asfáltico da Rua João Abott, Avenida Benjamin Constant e Rua Carlos Spohr Filho.

A Casa também deu aval para que R$ 288.112,50 sejam gastos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer no fechamento da quadra poliesportiva coberta no Bairro Moinhos D´Água e na reforma do pavimento do Centro Esportivo Municipal. O recurso provém de uma emenda parlamentar do deputado federal Jones Martins (MDB), conquistada pelo vereador Eder Spohr (MDB).

R$ 1 milhão por ano em aluguel
 
A pedido de Carlos Ranzi (MDB), a Secretaria da Administração encaminhou ao Legislativo uma relação dos imóveis alugados pela prefeitura. São 31 espaços locados, que geram custo mensal que passa de R$ 89 mil - pouco mais de R$ 1 milhão por ano. Os pagamentos variam entre R$ 465,40 a R$ 11.116,00.
 

Ele pediu melhor gestão de recursos. "A Feira do Produtor do Bairro São Cristóvão funciona de aluguel, dá R$ 2.398,14 por mês. Mas próximo dela existem terrenos vazios da própria Prefeitura - era só usar", apontou. "Outra situação: locamos uma sala para ser o escritório Lajeado 2040, quando a uma quadra tinha o ponto que era utilizada pela Uambla. Precisa ser revisto."

 

Presidente da Casa, Eder Spohr (MDB) endossou o discurso do colega de partido. "Enquanto isso, temos mais de 1,6 mil imóveis do Executivo que estão parados. Poderíamos usar alguns deles ao invés de alugar", comentou, voltando a falar sobre a possibilidade de realizar um leilão público para vender ou permutar locais.

 
Creches comunitárias

Mariela Portz (PSDB) e Mozart Lopez (PP), líder de governo, devem apresentar um projeto à Secretaria Municipal de Educação propondo a implementação de creches comunitárias. O objetivo é desonerar o Executivo e aumentar o número de vagas. Como acontece em Teutônia e Arroio do Meio, a sugestão é que a prefeitura e as associações de pais dividam os custos dessas escolas de Ensino Infantil. A proposta sugere que um projeto piloto aconteça no prédio da antiga sede dos Irmãos Maristas. "O governo cede o local, um cargo para diretora, e metade do custo por aluno", explica Mariela.

Segundo ela, o Poder Público investe R$ 800 por mês em cada criança. "De um lado temos creches totalmente públicas, de outro, totalmente particulares. Faltam vagas porque tem um nicho muito grande de pessoas que não é contemplado, de quem teria condições de investir mensalmente, mas que não conseguem alcançar as parcelas privadas."

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