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Encantado comemora 102 anos: espaço para o desenvolvimento

Para que via pudesse sair do papel, lideranças se mobilizaram por muitos anos

Créditos: Lívia Oselame
- Lívia Oselame

Encantado - Aberta no início de março, a Rota do Desenvolvimento, como é chamado o acesso de algumas indústrias de Encantado à rodovia ERS-129, foi pauta de inúmeras reuniões, encontros, audiências e articulações associativas e políticas para que o projeto pudesse sair do papel e tornar-se realidade.

 

Foram mais de cinco anos em que o trajeto de cerca de 500 metros liderou as discussões nas entidades de classe, na Câmara de Vereadores e na Prefeitura. Obstáculos burocráticos e a negativa da família proprietária de parte da área de terra por onde a estrada passaria impediam o investimento. 

 

Entretanto, a persistência e o diálogo culminaram em um resultado positivo: no ano em que Encantado completa 102 anos de emancipação, transportes de cargas diversas deixaram de transitar pelo Centro da cidade e trafegam pela Rota do Desenvolvimento, obtendo mais agilidade no deslocamento e oferecendo mais segurança à comunidade.

 

O engenheiro agrônomo Júlio Cezar Farias Medeiros presidia a Associação Comercial e Industrial de Encantado (Aci-e) de 2012 a 2014, parte do período em que o assunto era uma das metas da entidade. Segundo ele, todas as lideranças não arrefeceram em nenhum momento diante das dificuldades enfrentadas. "Percebíamos que era um anseio da comunidade. O sonho pela Rota era mais antigo que o movimento organizado para viabilizá-la, e isso nos manteve firmes nesse propósito", recorda-se. "A Rota era fundamental para o desenvolvimento da cidade, e o grupo ficou por muito tempo mobilizado", completa.

 

Quem também atuava nessa busca era o médico Nestor Bergamaschi, presidente do Conselho Encantadense Pró-Desenvolvimento (CEPD) no mesmo período em que Medeiros presidia a Aci-e. Ele salienta que, naquela época da mobilização, as lideranças sabiam da importância de ter outra via de acesso a veículos pesados para as indústrias, para transportadoras, para ônibus e ambulâncias. 

 

As reclamações quanto à dificuldade de manobrar os grandes caminhões no Centro da cidade e quanto aos riscos de acidentes eram muito frequentes. "Por isso, panejou-se esta rota, que tornaria mais fácil o acesso àqueles veículos pesados e aliviaria o trânsito, diminuindo o desgaste e deformação das ruas centrais, e também os riscos de acidentes", ressalta Bergamaschi.

 

Para ele, os anos de luta em prol da Rota do Desenvolvimento mostraram que a mobilização e a união de todos são fundamentais, e que nunca se deve desistir no primeiro entrave. "Destaco o fundamental empenho do Executivo Municipal da gestão anterior, principalmente, bem como do Legislativo", comenta. "Com a insistência das demais lideranças, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Câmara de Dirigentes Lojistas, hoje podemos contar com esta obra, embora em situação não plena. Mas já é um grande avanço. Acredito que será pavimentada logo", estim

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