Reportagens Especiais

Votação transcorre com poucos incidentes no Vale

Eficiência do sistema eletrônico e a união de forças policiais garantiram a ordem no dia de ontem


O dia das eleições, de maneira geral, foi tranquilo nos municípios do Vale do Taquari. De mais grave, algumas prisões por porte ilegal de arma registradas pela Brigada Militar em Boqueirão do Leão, Arvorezinha e Encantado. Os envolvidos, após pagar fiança, foram liberados. Também houve flagrantes de transportes de eleitores, compra de votos e boca de urna. Nas oito cidades da 29ª Zona Eleitoral (ZE), com sede em Lajeado, conforme a juíza eleitoral Débora Gerhardt de Marque, não foram verificados casos de boca de urna ou transporte de eleitores. Também não foi detectado distribuição de santinhos nas seções eleitorais, atitudes que, na opinião da magistrada, demonstram que há um amadurecimento tanto dos postulantes a cargos públicos quanto dos eleitores. "Houve uma preocupação dos candidatos em cumprir a legislação", elogia a juíza, ressaltando que desde março foi feito um trabalho preventivo com partidos e coligações.

Reforço
Somente nos últimos dias, segundo ela, sentiu-se um acirramento em municípios como Canudos do Vale, Cruzeiro do Sul, Progresso e Sério, que solicitaram, inclusive, reforço policial. Nessas cidades foram promovidas ações nos últimos dias para coibir, possível compra de votos. A juíza informa que todas as situações flagradas serão investigadas, e há ainda outros processos envolvendo candidatos em andamento.

Urnas
Na 29ª ZE houve apenas três substituições de urna, o que não influenciou na realização do processo, sendo mantida toda a votação eletrônica nas seções. Além das cidades já citadas, a 29ª ZE é integrada por Marques de Souza, Santa Clara do Sul e Forquetinha.

104ª Zona Eleitoral
Em Arroio do Meio, a avaliação também é positiva. Na 104ª ZE, que compreende Arroio do Meio, Capitão, Coqueiro Baixo, Nova Bréscia, Pouso Novo e Travesseiro, não foram registrados maiores incidentes. De acordo com o chefe do Cartório Eleitoral, Renato Oliveira de Azevedo, no interior de Arroio do Meio faltou luz em uma localidade por uma hora, mas o fato não prejudicou o andamento da votação.

67ª ZE
Com serenidade, a juíza eleitoral da 67ª ZE - sediada em Encantado -, Juliane Pereira Lopes, definiu o pleito deste ano em uma palavra: "diferente". Tranquila, a eleição não registrou episódios atípicos. Ela atribuiu o grau de pacificação ao trabalho desenvolvido entre a Justiça Eleitoral, Cartório Eleitoral, Brigada Militar e  Polícia Civil e também à postura dos candidatos. "Todos seguiram a legislação imposta."
Somente em Muçum precisou haver intervenção do Ministério Público que fechou os três comitês para evitar aglomeração e acirramento dos ânimos. "Alguns militantes estavam próximo dos comitês que, por sua vez, ficavam perto de algumas urnas. Então optamos por tomar essa decisão", considera. Quanto às urnas, salienta que apenas duas - em Roca Sales e Vespasiano Corrêa - precisaram ser substituídas. Também houve du­as prisões em Encantado por porte ilegal de arma. Apesar dos poucos acontecimentos atípicos e de algumas denúncias sem comprovação, Juliane afirma que "foi uma eleição bonita e limpa". A promotora de Justiça Karina Mariotti também salientou a calmaria do pleito. Ela diz que a legislação mais dura e rígida contribuiu para que a compra de votos e outros crimes eleitorais fossem coibidos e não registrados.

União de esforços
A mesma realidade foi constatada na 21ª ZE, com sede em Estrela. Conforme o juiz eleitoral Rodrigo de Azevedo Bortoli, a eleição de 2012 consolida a eficiência do processo eletrônico que fecha uma década de operação. Além da agilidade da apuração, ele destaca o amadurecimento de po­líticos e eleitores e a união de forças policiais pela tranquilidade desse dia. "Este é um fenômeno que diferencia positivamente o Vale do Taquari."
Em Teutônia, sede da 125ª ZE, o dia nas seções também foi marcado pela serenidade. Um dos únicos fatos foi a apreensão de bandeiras que estavam sendo distribuídas em frente de uma seção eleitoral. Na 56ª ZE, que fica em Taquari, o processo foi normal. Apenas denúncias de compra de voto e boca de urna chegaram ao Cartório Eleitoral, conforme o chefe do local, João Eduardo Marques. Algumas vão ser apuradas pelo Ministério Público.    
Nos municípios de abrangência da Comarca de Arvorezinha (145ª ZE), Ilópolis, Putinga e Itapuca, questões corriqueiras e denúncias também marcaram o domingo de eleição, conforme o juiz Miguel Carpi Nejar. "São fatos naturais, e por se tratar de um pleito municipal, a disputa é mais acirrada", afirma. Segundo ele, as delações serão apuradas e investigadas posteriormente. "E conforme a necessidade serão passadas para a Justiça", acrescenta. "Os imprevistos foram apenas na falta de mesários, que ocorreu em algumas seções, mas na medida do possível, os ausentes foram substituídos", destaca.

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