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Os saborosos morangos de dona Maria


AMOR: dona Maria cultiva mais de três mil mudas de morango na estufa - Lidiane Mallmann

Moradora do Bairro Carneiros investe na fruticultura para diversificar produção e gerar renda

Uma estufa com mais de 200 metros quadrados chama a atenção de quem passa pela Avenida Rio Grande do Norte, no Bairro Carneiros, onde a família Scheerer produz mais de 3.250 mudas de morango. A ideia partiu da matriarca, Maria Rosane Dullius Scheerer (63), que começou a colheita há cinco anos, com 250 mudas. E o que começou como um hobby se tornou uma renda extra na propriedade, onde também trabalha com gado e lavoura de milho e soja.
Enquanto os vizinhos produziam para consumo próprio, dona Maria saía para vender os morangos de porta em porta. Em pouco tempo, passou a comercializar para escolas, padarias e outros estabelecimentos. "Começou na base do boca a boca. Um cliente indicava para o outro, e assim fui expandido os negócios. Foi algo inesperado que deu certo."
Dona Maria atende pedidos até pelo WhatsApp. Mas, para ela, nada substitui o contato com os clientes. "Gosto de ir até eles, pois sou sempre muito bem recebida. Eles adoram meus morangos, acham muito saborosos. Isso dá uma satisfação."
A cada safra, a produção aumenta. No ano passado, dona Maria colheu cerca de 1,5 tonelada de morango. O trabalho virou uma espécie de terapia para a aposentada. "Te proporciona uma sensação muito agradável, te deixa mais tranquila e leve. Além de ser bem saudável." Com a produção cada vez maior, a estufa em frente à avenida vai aumentando ainda mais, atraindo as pessoas que visitam o local. "Até pensamos em colocar uma placa escrito 'vendem-se morangos', mas não foi necessário. Quem passa por aqui para, olha e pede pra comprar", garante.
A atividade, no entanto, tem seus desafios e requer muito esforço e dedicação. "É uma cultura sensível e cara, que exige cuidado, especialmente por conta das pragas", admite. Dona Maria recebe o auxílio do filho, Bruno Arnoldo Scheerer (23). O jovem, que é técnico agrícola, afirma que a produção virou uma entressafra rentável para a família, especialmente na época em que não trabalham na lavoura. "Foi uma aposta arriscada que deu certo graças à dedicação da mãe. Virou uma boa oportunidade para nós", complementa.

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