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Rodadas de negócio fecham R$ 1 milhão em contratos na Expovale

A programação da feira volta sua atenção para a negociação entre potenciais clientes e fornecedores

Créditos: Rodrigo Nascimento
- Lidiane Mallmann

Lajeado - Mesmo distante alguns quilômetros do Parque do Imigrante - cenário principal da Expovale 2016 -, empresas de todo o Vale e regiões vizinhas aproveitaram a quarta-feira de negócios para expandir o network e conhecer novos caminhos e oportunidades. A rodada de negócios, em uma parceria entre a feira e o Sebrae vales do Taquari e Rio Pardo dedicou pelo menos 15 minutos àqueles que têm algo a oferecer, mas não sabem em quem chegar em uma organização.


Das 13h às 18h, no Salão de Eventos da Acil, 52 empresas estiveram "olho no olho", durante as rodadas de negócio que fecharam R$ 990 mil em negociações futuras para os próximos 12 meses.


Cristian Viana é representante de uma empresa de tecnologia da informação de Lajeado. A meia hora de conversa que ele conseguiu, com duas empresas que há tempo ele desejava, serviu de ânimo para deixar a sede da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) animado. "Eu não vim aqui para vender e sim para ouvir, saber quais as expectativas deles e entender se as nossas soluções cabem na necessidade destas empresas."


Viana trabalha com inteligência de negócios. No bom português, sua equipe desenvolve sistemas de computador que fazem leituras aprimoradas dos resultados de uma empresa e com isso geram gráficos, alertas e informações decisivas na hora em que um gestor precisa tomar uma decisão.


Em tempos de dificuldade econômica, a solução dele vai ao que necessita o administrador, que precisa estar atento ao mercado. No outro lado da mesa estava o diretor da Minuano Leandro Ströher. O diretor explica que a redução de custos é a máxima nas organizações e que a busca por novos parceiros e outros fornecedores deve ser constante.


"As rodadas de negócio ajudam a gente a viabilizar isso. São momentos nos quais nós conseguimos ampliar o portfólio de fornecedores e trazer para a empresa outras possibilidades, às vezes mais acessíveis que as atuais", justifica o diretor da Minuano.


A vitrine invertida


De acordo com a gestora de projetos regional do Sebrae, Cláudia Kuhn, as rodadas de negócio do Sebrae funcionam como uma espécie de vitrine invertida. Ao invés de estar à mostra o produto, quem fica, à espera do fornecedor é a empresa. "Cada agenda dura 15 minutos. Neste tempo, vendedor e empresário têm a chance de se conhecerem e ampliarem a relação."


Cláudia diz que a dinâmica das rodadas de negócio oferecem facilidade na aproximação entre empresas. E, na época de dificuldade nos negócios, o evento pode ser um "mãozinha" para quem precisa economizar de uma ponta e ampliar as vendas na outra. "Foi uma boa negociação. Ao todo, realizamos 134 reuniões, com as 52 empresas que compareceram. No ano que vem tem mais", promete Cláudia.

 

Expovale anima expositores


Se na rodada de negócios o saldo é positivo, nos pavilhões do Parque do Imigrante a expectativa é ainda melhor. Para Gustavo Schmidt, diretor da Construtora Dimond, a edição 2016 da Expovale está melhor do que a passada. "Há uma grande expectativa no ar, os empresários estão otimistas e isso ajuda a alavancar os negócios."


Schmidt conta que a empresa pouco "vende" durante a feira. No entanto, nas semanas que seguem depois de uma Expovale, chovem clientes atrás dos lançamentos e empreendimentos da construtora. "A negociação começa aqui e termina em nosso escritório. Quem busca qualidade e produto de valor agregado está conosco.


A BRF, que tem sede em Lajeado utiliza o espaço da feira para reforçar suas marcas nacionais e seu compromisso com a comunidade local. Paulo Bertollo é coordenador administrativo da fábrica e explica que a Expovale faz a ponte entre a comunidade e os produtos vendidos de Norte a Sul do Brasil. "Tem muita gente que não associa a nossa marca aos produtos Perdigão, Sadia, à Qualy. Este espaço viabiliza isso."


Além de ser um caminho estreito entre as relações institucionais e as promoções sociais da corporação. O espaço junto a feira multissetorial faz parte do conjunto de ações para inserção da BRF na comunidade, para além da geração de impostos e carteira assinada dos funcionários. "Aqui é a nossa essência, aqui estamos próximos da nossa comunidade."

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