Variedades

São João no Parque atrai 6 mil pessoas ao ginásio Claudião

Culinária e música para todos os gostos na festa realizada ontem

Créditos: Julian Kober
- Julian Kober

Lajeado - O 13º São João no Parque foi marcado pela diversidade musical e gastronômica. Mais de seis mil pessoas participaram da festividade, que aconteceu ontem no Ginásio Professor Nelson Francisco Brancher.

A programação contou com apresentações para todos os gostos. Desde músicas juninas, tradicionalistas, alemãs, italianas ao rock gaúcho e internacional embalaram o dia de festa. Também teve competições, como cabo de guerra, pescaria, triátlon entre casais, dança de quadrilha e, para encerrar, a queima de fogueira.

A parte gastronômica ficou a cargo de entidades e associações culturais lajeadenses. O cardápio era bastante diversificado, com mais de 30 tipos de lanches e bebidas. Além do tradicional quentão, pinhão, cachorro-quente e pé de moleque, havia cuca com linguiça, preparada pelo Centro de Cultura Alemã, polenta e sopa de capeletti, vendido pela Società Taliana Tutti Fratelli. Outro destaque foi o acarajé, preparado pelo Centro de Cultura Afro-Brasileira.

Foi a primeira vez que a família de Márcia Quaresma Santos (37), que mudou-se de Goiás há poucos meses, visita o evento. Os três filhos, vestidos a caráter, ficaram felizes ao provarem a polenta de um dos estandes. "A festa junina em Goiás é bastante diferente. Essa variedade de comidas e músicas é muito mais especial e permitiu que a gente provasse pratos tradicionais da região", afirma Márcia.

Já a estudante Ohana Iaroseski (18) saiu de Encantado para participar da festa junina. "Adoro, porque é um evento que celebra a cultura e serve como um espaço de integração. E essa aqui é especial. O quentão está bem bom. Depois quero experimentar a cuca com linguiça", relata, animada.
Para o coordenador de promoções do Grupo Independente, Ditmar Henrique Born, a diversidade cultural fortalece o evento e serve de atrativo para os visitantes da região. "O grande diferencial do São João do Parque é a nossa comunidade. Nós agregamos, dentro de uma proposta de festa junina, além da participação artística e cultural, a gastronomia de cada etnia."

O evento foi feito em parceria com a Prefeitura de Lajeado. "A cada ano buscamos aprimorar e oferecer algo diferente. Isso é importante para valorizar a nossa cultura e as nossas entidades", afirma o secretário da Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Rodrigo Reckziegel.

Artesanato
Além da comida e atrações musicais, os visitantes puderam conferir os produtos da Associação dos Artesãos de Lajeado. Nas estandes, havia peças de roupa, artigos de decoração e brinquedos.

Robson Duarte Eckert (26) aprendeu a fabricar objetos de madeira com o pai, José Fernando Eckert. Além do porta chimarrão, os dois produzem brinquedos, como balanço e o cavalo de pau. A ideia tem dado certo: para a Festa de São João, que gera bastante lucro, os dois ficaram trabalhando noites adentro para não faltar nenhum produto. "Nossa ideia é incentivar as crianças a conhecer as brincadeiras antigas que o meu pai ensinou quando eu era novo. E hoje é um dia de boas vendas para nós", conta.

O artesanato também é uma tradição para as irmãs Maristane e Leila Kauffmann, que aprenderam o tricô com a mãe e as tias. Elas confeccionam roupas de boneca e jogos pedagógicos. "Para nós, a festa junina é tão esperada quanto o Natal. Gostamos de participar porque valoriza nosso trabalho", conta.

Troca de figurinhas
No estande do jornal O Informativo do Vale, apoiador do evento, os visitantes puderam adquirir o álbum de figurinhas da Copa do Mundo. No espaço, os colecionadores também trocaram figurinhas na tentativa de conseguir as 681 gravuras. Para Nelson Hauschild (58), ainda faltam 80. Ele coleciona figurinhas desde criança. "É uma tradição que eu nunca vou deixar de lado. Espero poder completar o álbum aqui". Nelson confere as figuras repetidas de Maurício Schmidt (30), que estava acompanhado do filho Felipe (9). "Quero incentivá-lo a colecionar. Sempre levo nos troca-troca de figuras, porque é bem mais divertido do que apelar e comprar pelo Correio". Já Alessandro Johann (39) foi procurar as gravuras para filha de três anos. "Falta cem pra ela terminar. Então toda vez que tem troca-troca eu participo, até porque é a primeira Copa do Mundo dela e quero que seja divertido."

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