Variedades

Uma noite para Amy Winehouse

Mr. Soul Band recebe um dos guitarristas da cantora, Robin Banerjee

Créditos: Rita de Cássia
SONORIDADE: Kelly Carvalho, a Amy da Mr. Soul, com Robson Benerjee, guitarrista que tocou com a diva soul - Lidiane Mallmann

Lajeado - O sonho dos irmãos Guilherme e Vinicius Escobar em ter uma banda em homenagem a Amy Winehouse tornou-se realidade quando conheceram Kelly Carvalho - apresentados por um amigo em comum, George Miglioransa, o "Joe". Eles convidaram outros artistas e pronto, surgiu o tributo a uma das maiores artistas do mundo da música. Mas não são apenas os traços de Kelly que lembram a compositora, ela também é "contralto", mesma extensão vocal. Por este motivo, quando a turma se reúne no palco, parece mesmo um verdadeiro encontro com a cantora britânica. A formação propriamente dita da Mr Soul foi em maio de 2015. Agora, é a vez de realizar um novo projeto, ainda maior, de tocar com um músico que dividiu o palco em turnês ao lado da diva soul. Nada mais nada menos que o guitarrista Robin Banerjee - que integrou a banda de Amy em 2006 e 2007 - para as turnês Back To Black do Reino Unido, Europa e EUA. O convite para vir ao Brasil foi feito pela própria Kelly. "Consegui adicionar alguns integrantes pelo Facebook e o que mais dava atenção era o Robin. Logo que conversei com ele, se colocou à disposição. Foi então que começamos a procurar patrocínio e apoio, como o de Marcelo Sommer, que mediou muitos contatos. Há várias pessoas colaborando", comemora Kelly. Em dezembro, foram emitidas as passagens, a partir de março começaram os preparativos, e, enfim, Robin chegou terça-feira ao Brasil.

MR. SOUL: banda local realiza sonho de tocar com Robin/Foto: Amorá 

O show

A chance de reviver parte do que foi a estrada percorrida por Amy Winehouse será na próxima quinta-feira, no Teatro do Ceat. "Esperamos que o público tenha realmente uma noite com ela", comenta a vocalista Kelly Carvalho. Para o guitarrista da Mr. Soul, Vinícius Escobar, esta é uma oportunidade fantástica. "O Robin Banerjee tocou com os melhores músicos do mundo e uma das melhores cantoras do planeta também. Então, está passando toda essa experiência, para pegarmos o feelling do jazz, que era a base da música da artista e do estilo que ele pratica; e que é diferente do que nós fazíamos aqui. Parece que a banda está atingindo a maturidade após esses dois anos de tributo, e estamos muito felizes."

A turnê, que começa hoje em Florianópolis e inclui sete cidades gaúchas, é uma realização da Salva Craft Beer, com apoio de MSommer Produções, estilista Dalila Contini, Salão Fatuité, Amorá Fotografia Autoral, Cacto, Cybersim, Intérprete Fernanda Soares, Rádio Univates, Camden, fotógrafo Tiago Magdantz e Sesc Lajeado. Os ingressos estão à venda no Sesc em Lajeado e na secretaria do Ceat, a R$ 15, para comércio e serviços, e professores do Alberto Torres; R$ 18, empresários; R$ 30, público em geral e R$ 15, meia-entrada (estudantes e idosos).

No palco e fora dele

O espetáculo histórico apresentará a formação semelhante aos maiores shows da Amy, com 11 integrantes no palco, várias surpresas e trocas de figurino. Os artistas que farão a noite enigmática são Kelly Carvalho, voz; Robin Banerjee, guitarra; Vinícius Escobar, guitarra; Guilherme Escobar, baixo; Fabiano Giongo, bateria; Beto Vogel, teclado; Éderson Drebes, saxofone; Rafael Haas, trompete; Gustavo Lagemann, trombone; Régis Silva, backing vocal, e Jilvan Ferreira, backing vocal.

Além dos shows, o guitarrista Robin Banerjee tem intensa programação também fora dos palcos. Ele chegou ao Brasil na terça-feira. Na tarde de quarta-feira, participou de uma foto oficial com a vocalista Kelly Carvalho e a Mr.Soul, na escadaria em Estrela, onde também foi feita uma grafitagem, pela artista Luisa Born. Ontem, foi a vez de visitar veículos de comunicação, entre eles, o jornal O Informativo. E, para a próxima terça-feira, está prevista a gravação do Audiômetro, da TV Univates.

Robin Banerjee: o cara que tocou com ela

O londrino começou a tocar guitarra aos 14 anos. Aos 18, mudou para o jazz. Curte ainda reggae, soul e música latino-americana.

Foto: Lidiane Mallmann

O Informativo do Vale - Que artistas fizeram parte da tua vida?

Robin Banerjee - Cresci com a música pop de artistas como Whitney Houston, Michael Jackson e Phil Collins. Mais tarde comecei a ouvir jazz como George Benson, Chick Corea, Frank Sinatra e Sarah Vaughan.

O Informativo do Vale - Quando você conheceu Amy Winehouse?

Banerjee - Eu a conheci em Londres, em uma noite de soul pop, que acontecia toda segunda-feira. Ela me ouviu tocando na jam session naquela mesma noite. Em julho de 2006, recebi uma ligação do diretor musical de Amy, Dale Davis. Ele me convidou para participar da banda, a pedido dela. Fui membro da banda em 2006 e 2007 - para as turnês Back To Black do Reino Unido, Europa e EUA. Eu realmente gostava de tocar com a Amy. A música parecia fluir de uma forma incrível, sem esforço. Ela tinha uma ótima personalidade e um grande senso de musicalidade.

O Informativo do Vale - Como ela era?

Banerjee - Ela gostava de fazer sanduíches para a banda e, às vezes, me oferecia minha bebida favorita: Coca diet. A comida favorita dela era "Tuna Salad Nicoise". Ela sempre encomendava isso em praticamente todas as cidades em que tocávamos. Eu, de vez em quando, emprestava algum dinheiro a ela, mas, no dia seguinte, ela sempre lembrava de pagar.

O Informativo do Vale - Qual é a sua maior lembrança dela?

Banerjee - Eu vou valorizar a sua voz maravilhosa e a sua bondade como pessoa. Ela realmente me tocou com sua personalidade e sua música.

Saiba mais

Amy Jade Winehouse nasceu em Londres no dia 14 de setembro 1983 e morreu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos. Foi uma cantora e compositora conhecida pela voz poderosa e profundo contralto vocal. Também pela mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz, R&B e ritmos caribenhos como o ska. Mas também é lembrada pela sua personalidade forte e ao mesmo tempo doçura.

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