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O dia em que a terra parou


Pois é. Agora, décadas depois de uma letra musical que parece que rima perfeitamente entre aquele passado e um futuro então inimaginável, a diferença é que neste momento não é resultado de um sonho. O médico está aí porque tem doente para ser atendido. Mas, hoje também tem mentes enlouquecidas cujo desespero inútil contribui para o caos e talvez sejam essas as mais urgentes para serem atendidas. Possivelmente Raul Seixas teria incluído "está tudo uma correria doida". Como no atual momento é quase impossível não tocar no assunto do Covid- 19 podemos, no mínimo, dizer que há um desencontro de informações, o que contribui mais um pouco para essa correria doida entre as pessoas. De qualquer modo espero que prevaleça a teoria da parcela que cita como um vírus mais ameno que outras gripes; que dificilmente uma pessoa morre em função deste e que o surto é de rápida passagem.

Esse último posicionamento leva um pouco mais adiante o lado conspiratório quando analisado que há pouco tempo a China, de capacidade única no mundo ergueu de um dia para outro a estrutura hospitalar para atendimento às vítimas e em poucos dias, num toque de surpresa as mesmas edificações são desmontadas com a impressão de que tudo é passado. O fato de que as pessoas não morrem em função desse vírus parece que também está em desacordo com a realidade. No mínimo fragiliza o organismo que desencadeia a agressão sobre outras enfermidades. O que se sabe sobre o vírus ou não, seu potencial está deixando o mundo de alerta. De qualquer modo, quem tem a autoridade necessária para ampliar o tema são os profissionais da saúde.

Para um cenário incógnito onde parece que a humanidade está diante de um conflito mundial onde a orientação desde a terra do sol nascente ao ocidente obedece a mesma regra da reclusão, cabe, porém, uma pergunta: Até onde o globo está preparado para uma situação de emergência? E o cenário é consideravelmente piorado na medida em que as pessoas desencadeiam uma corrida desnecessária aos supermercados. Mesmo diante das afirmações das principais organizações supermercadistas do estado e país de que não haverá desabastecimento, gôndolas são esvaziadas porque no balanço das compras entre o antes e agora estas acontecem na proporção "5 x 1". A agricultura gaúcha se esforça para se desvencilhar do pior cenário de estiagem de longos anos. Se no final do ano-safra muitas lavouras não terão condições de oferecer o alimento ou qualquer forma de insumo para as indústrias, o setor num todo faz sua parte para que nenhum estabelecimento fique desabastecido. Mas, também é necessário que cada cidadão na atividade ou recluso ao domicílio viva a vida com a naturalidade que ela merece. Ah, e como cada ocasião dá uma lição, outra bem percebida é a mudança de hábitos. Quem sabe, numa próxima abordagem. Por ora o importante é fazer a terra andar se correria.


Lauro Baum

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