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Em Pauta


Um lugar no Vale

Coqueiro Baixo



Emancipado em 1996, o município de Coqueiro Baixo se destaca pela história, religiosidade, turismo, economia focada no setor primário e também por ser terra natal de diversos proprietários de churrascarias, hoje, espalhados pelo Brasil e países como os Estados Unidos. Na história, entre os pioneiros da colonização italiana na segunda metade do século passado aparecem sobrenomes como Gotardi, Sbaraini, Zanata, Just, Weit e Propício. Comentam antigos habitantes que a denominação Coqueiro Baixo se deu em função da vinculação com a criação de gado e açougueiros, que eram muitos na localidade e arredores. Baixo, teria surgido por existir um coqueiro pequeno, de tronco bem grosso, junto a um arroio, hoje denominado de Arroio Coqueiro Baixo e que banha o município.

O local onde existia o coqueiro localiza-se no centro da cidade sendo que era o ponto de referência para descanso, dos viajantes, tropeiros e mascates que transitavam pela localidade, com suas tropas de mulas e burros vindos de outras regiões como Putinga, Arvorezinha e Relvado e que tinham como, destino Lajeado, que na época era o maior centro para comercializar os produtos agrícolas, entre eles banha, salames, copas, mel, nozes e outros produtos feitos pelos primeiros desbravadores.

No retorno traziam no retorno produtos manufaturados, sal, açúcar, tecidos, ferramentas e utensílios usados nas lavouras e a alimentação para a população. Hoje, a economia da população coqueirense é essencialmente baseada no setor primário, destacando-se as culturas de milho, feijão, fumo e produtos de subsistência familiar, pecuária e o setor avícola com a produção de frangos de corte, a principal fonte de renda.

No turismo o município se destaca por belezas naturais como a Cascata do Canudo e a Gruta de Arroio Bonito, a Rota dos Capitéis com 22 pequenas capelas e o Caminho Autoguiado. Durante o ano, as festas comunitárias nas localidades de Pilão Alto, Pedras Brancas, Coqueiro Alto, Linha Mânica-Garibaldi, Arroio Bonito, Alegre Baixa, Cordilheira, Arroio da Laje, Santo Izidoro, N.S das Dores, Três Reis e Pilão Baixo, filós e o Festival da Canção Italiana atraem centenas de visitantes.

Em algum lugar do passado

Em 1924, o Musikkapelle Blasmusik, a Banda de Metais, fazia sucesso na então Vila de Forquetinha. Os componentes: em pé: Germano Scherer, Helmuth Scherer, Leopoldo Kunzler, Oscar Richter e Artur Kunz; sentados: Alberto Kunz, Urbano Kunz e Alois Kremer. Foto cedida pela família Richter de Restinga Seca.



Pelos caminhos

Embora ainda não tenha sido inaugurado, o Parque Nova Berlim da Forqueta em Marques de Souza já é utilizado, principalmente, por caminhantes como o casal Paulo e Carmelina Marasca, moradores de Roca Sales, que recentemente adquiriram área de lazer no município.



Persona

Odete Maria Mallmann, autônoma

Hobby: participar de caminhadas e atender minhas clientes na Loja Endora Modas.
O que a vida já te ensinou: que devemos aproveitar cada momento, pois eles não voltam mais e na memória viverão para sempre.
Uma frase para mudar o mundo: Não faça aos outros o que não quer que façam para você!

Mirante

A duplicação da BR-386 e as consequências nada boas para o município de Marques de Souza, em função do projeto apresentado, nos lembram os fatos ocorridos em relação ao pedágio que vigorou até 2013 na mesma rodovia nesse município. A implantação ocorreu sem nenhuma consulta, com tarifas que chegavam à R$ 123,20 para determinados tipos de caminhões. Moradores próximos pagavam pedágio para ir à missa. Passou-se quase um ano para que uma solução acontecesse. Na época, o Poder Público se omitiu, pois viam no pedágio uma fonte de renda para o município. Hoje a visão parece ser diferente.

Magazine Luiza em negociação para instalação de uma loja da rede Magalu em Lajeado, em março.

 


Alício de Assunção Repórter

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