Esporte

Aos 16 anos, lajeadense é contratado pela Honda Racing

Henrique Henicka realiza sonho de infância ao se tornar profissional do motocross


Na Honda Racing, piloto lajeadense competirá com o número 75 - Idário Café/Honda/Divulgação

LAJEADO | Conciliar os estudos com treinos e provas, além de manter uma disciplina alimentar e abdicar de momentos de entreterimento na adolescência, teve recompensa para Henrique Henicka. Aos 16 anos, o lajeadense está realizando o sonho de infância em se tornar piloto oficial de uma equipe de fábrica. O anúncio ocorreu na manhã de ontem, em vídeo publicado pela Honda Racing Brasil.

"Ser escolhido para fazer parte da Honda Oficial foi uma coisa muito satisfatória pra mim, eu sei que posso ir muito longe com essa equipe. Pretendendo evoluir muito. É um sonho, desde a infância sempre gostei de Honda e agora é só aproveitar esta chance", disse o morador do Bairro Santo André, em sua apresentação.

Na sequência, o chefe da equipe, Cale Neto, comentou a entrada de Henicka. "Nós somos movidos a desafios, e piloto novo é um desafio. Nós não fizemos nenhum piloto, nós trabalhamos juntos para eles evoluírem e quando chegam no ápice é uma vitória pra nós. Agora tem um piloto que está entrando e nosso trabalho é apoiar ele em tudo para alcançar seu ápice", frisou.

Filho dos empresários Paulo e Adriana, o piloto é fã de Ayrton Senna e tem em seu currículo títulos estaduais e nacionais de base. Na semana passada, se destacou no Honda Talent Test (HTT) para conquistar a vaga no seleto grupo de pilotos profissionais do motocross brasileiro.

Agora, Henrique vai residir em Campinas Grande do Sul, no Paraná. Em 2021, trocará o número 202 pelo 75 e competirá na categoria MX2 do Campeonato Brasileiro (BRMX) e AX2 do Arena Cross, além de outras provas a serem determinadas pela Honda Racing.

Entrevista:

O Informativo do Vale: Como e quando começou no esporte?
Henrique Henicka: Foi em 2013, com oito anos. Iniciei pra brincar, mas com o passar do tempo fui gostando e se tornou competitivo. Dos regionais, fui para os gaúchos e depois o BRMX. No primeiro ano fui vice-campeão gaúcho e, no seguinte, as competições ficaram mais sérias. Haviam muitos pilotos bons, nossa categoria era forte e isso me ajudou a evoluir muito. Depois vieram títulos estaduais e brasileiros.

O Informativo: Qual as principais dificuldades até ser piloto oficial?
Henicka: Minha maior dificuldade foi em ter condições de moto e equipamentos para competir contra os pilotos de ponta. Sempre vi a luta que era para minha família poder me manter participando de um esporte caro, com dificuldade de apoiadores.

O Informativo: Como foi a preparação para o teste e, também, o HTT?
Henicka: Fiz uma pré-temporada como se eu fosse competir em uma prova. Dei o meu melhor o tempo todo. Eu estava com outra moto, então meu pai teve a ideia de pedir uma Honda emprestada para o Alan Brenner. Ele nos emprestou para treinar a última semana, foram três treinos com a moto e isso ajudou muito. Lá, deu tudo certo, me senti bem na pista e consegui conquistar o objetivo.

O Informativo: Quais o sentimento e como está sendo os primeiros dias como piloto oficial Honda?
Henicka: Eu estou vivendo um sonho, meu e da minha família. Vou dar o meu melhor todos os dias. Fui muito bem recebido pela equipe, deu pra perceber ser uma grande família e, com certeza, isso é só o começo do que Deus tem preparado para mim.

O Informativo: Agora, quais são os planos para 2021?
Henicka: Não vou mais morar em Lajeado, me mudarei para o Centro de Treinamento da Honda. Mas vou procurar vir sempre que possível para a cidade visitar meus familiares, que seguirão aqui. Vou continuar meus estudos, mas tudo agora será lá. Quero dar o meu melhor e lutar pelo título nesta temporada.

O Informativo: Qual agradecimento faz, neste importante momento da carreira?
Henicka: Quero agradecer a Deus e, claro, a minha família que nunca mediu esforços para que tudo isso acontecesse. Quero agradecer a todos os meus apoiadores que estiveram comigo até este momento, assim como meu treinador Thales Vilardi, que esteve comigo nestes últimos anos e me acompanhou no HTT. Sou grato a todos que torcer por mim, tenho orgulho de ser lajeadense e farei o máximo para levar o nome da minha cidade o mais longe possível. Agora, é trabalhar.

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