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Empresa arremata massa falida da Blip

Em leilão realizado no dia 18, terreno e demais benfeitorias foram vendidos por pouco mais de R$ 2,2 milhões


- Divulgação

TEUTÔNIA | A história da massa falida da Indústria de Calçados Blip ganhou um novo capítulo. Localizados na Rua Carlos Arnt, 1156, no Bairro Canabarro, o terreno e as demais benfeitorias como o pavilhão industrial e a casa para depósito de cola foram levados a leilão, realizado pelo ambiente on-line na tarde do dia 18. De acordo com o leiloeiro Luciano Scheid, embora estivessem avaliados em R$ 3.676.110,57, houve a arrematação dos bens pelo valor mínimo estipulado: R$ 2.205.666,34.

Esse foi o único lance registrado e representa 60% da cotação original. Desta forma, preencheu os requisitos previamente estabelecidos. Scheid preferiu não detalhar o nome do comprador do espaço em razão dos trâmites pós-leilão ainda estarem em andamento e também para evitar eventuais problemas. Contudo, confirmou se tratar de uma empresa de Novo Hamburgo.

A proposta feita pelo arrematante é de pagamento parcelado. Conforme previa o edital, foi efetuado o pagamento de 25% do valor no ato. O restante vai ser quitado em oito parcelas, mensais e sucessivas, acrescidas de juros e correção monetária. Se houver o descumprimento das obrigações no prazo determinado, a compra e venda não serão concretizadas e o indivíduo estará sujeito às sanções legais.

Como fica?

Conforme o leiloeiro Scheid, com ata do leilão em mãos, o juiz responsável procederá com as intimações. Os representantes da massa falida, a administradora judicial e o Ministério Público (MP) terão de se manifestar favoráveis ou contrários ao resultado. Se não houver objeção, as próximas etapas serão a homologação e a carta de arrematação.

A ordem de pagamento dos credores é: os trabalhistas, com indenização limitada a 150 salários-mínimos por pessoa; os gravados com direito real de garantia até o limite do valor do bem gravado; os tributários, independentemente da sua natureza, exceto os créditos extraconcursais e as multas tributárias, e assim por diante até que o quadro geral seja preenchido.

A Blip

A Indústria de Calçados Blip foi instalada em 1991 e no auge chegou a ter 2 mil funcionários, divididos entre unidades da região. Desta forma, esteve entre as maiores empresas do ramo no Vale do Taquari. A partir dos anos 2000, uma profunda crise financeira provocou sucessivas demissões, o que levou a vários processos movidos pelos ex-funcionários.

Diante deste cenário, os administradores buscaram uma recuperação judicial, mas não houve êxito. Depois de três anos, a 1ª Vara Cível da Comarca de Teutônia requereu a falência da empresa em 2011, após concluir que a situação econômica da empresa era "insustentável, não possuindo mais qualquer viabilidade para se recuperar devido ao aumento gradativo do endividamento".

Nos últimos anos, o prédio chegou a ser o centro de um embate, pois parte dele estaria hipotecado exatamente para cobrir as dívidas. O restante, por sua vez, pertenceria ao sogro de um dos sócios, que reivindicava a sua fatia do patrimônio.

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