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Senhor presidente!

Paulo Gregory Advogado


O Senhor não sabe, mas o senhor não é mais só comandante daqueles que votaram no senhor, mas Presidente de todos os brasileiros. Dos que gostam e dos que não gostam do senhor. Acho que a sua assessoria não consegue lhe passar este conceito ou o senhor não aceita, porém não se trata de aceitar ou não, o senhor é presidente do Brasil.
Pois bem! A linguagem escatológica que o senhor vem usando, espalhando cocô, dia sim dia não, referindo-se aos achados arqueológicos como cocô petrificado, não lhe engrandecem como presidente de uma Republica que já sofreu muito, com outros tipos de desmandos. Observe bem presidente! O senhor não vai na igreja dizer isso, mas acha que como presidente pode dizer? Aliás, o senhor, sempre que é perguntado por alguma coisa, parece que sempre se sente agredido e responde com um lugar comum desqualificado. Qualquer problema que lhe é posto na mesa, ao invés do senhor determinar o encaminhamento da solução, prefere encher de osso o interlocutor, como se isso fosse a resposta que a sociedade espera do presidente. O senhor é como ouriço ameaçado. Sempre se arrepiando para soltar as espinhas e como não pode fazer isso, abre a boca.
Presidente! O meio ambiente não se resume ao esgoto cloacal. Os índios, são os ancestrais desta terra que nossos antepassados, os meus e os teus, tomaram por conta para construírem suas vidas e como paga lhes deram a indigência. A Amazônia é nossa contribuição solidária para com o ar que a humanidade respira. A cultura e arte, só são, quando o Estado não lhes dita o conceito. A educação não se resume ao bater continência, saber matemática, português, moral e civismo. É também história, onde aprendemos com o passado a ter futuro e filosofia, onde aprendemos a não ser o monstro que pensamos só existir nos outros.
Senhor Presidente! Eu não votei no senhor, mas seis de muitos, amigos meus, que votaram e a acham que é demais ter que toda a semana cheirar as suas palavras.
Presidente! Quem sabe a semana que vem o senhor nos faz uma surpresa. Libera uma verba para as prefeituras fazerem uns metros de escoto cloacal; determina aos fiscais que verifiquem in loco as queimadas apontadas pelo INPE, para saber se é verdade; libera uma "verbinha" para a pesquisa nas universidades; não fala nada e aproveita o tempo para ler, "Versos Íntimos", de Augusto dos Anjos.

Boa semana.
O abraço vai para Teresa Darde Pretto.


Paulo Gregory

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