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Linha Orlando - Marques de Souza


Linha Orlando está localizada a sete quilômetros da sede do município, na estrada que liga Marques de Souza às localidade de Linha Atalho, Rui Barbosa em Canudos do Vale e Xaxim em Progresso. Na história resgatada, em obra publicada pelo professor Armindo Müller, consta que por volta de 1890 a Linha Orlando fazia parte das antigas colônias pertencentes a empresa Bastos, Klenzen & Cia. Um dos sócios teria doado terras da localidade a uma afilhada, viúva de um colono chamado Orlando, daí se originando o nome Linha Orlando.

Em 1911, a viúva solicitou a Gustav Jäger para que realizasse a medição e a venda de lotes das terras. Era uma área constituída por muitas matas e logo em seguida chegavam as famílias desbravadoras de Carl Bernstein, João Stacke, Franz Döbber, Germano Bernstein, Nikolaus Schroeder, Eduard Conrad e Valentin Cornelius. As primeiras colheitas eram transportadas em estradas precárias até Nova Berlim Forqueta, atual Marques de Souza.

Estes primeiros habitantes pertenciam a comunidade Missouri de Linha Tigrinho e a comunidade Sinodal de Bastos e Nova Berlim Forqueta. O primeiro pastor que visitou a comunidade foi Walter Mummelthey. Para chegar até a região que é muito montanhosa utilizava um cavalo. Os primeiros cultos foram realizados em casas de famílias. A criação de uma sociedade local aconteceu em assembleia de moradores em 29 de agosto de 1919, na residência de João Stacke. Na mesma assembleia, também foi feito um contrato com Wilhelm Espich para a construção de um templo, no valor de 600 mil réis. Eduard Conrad doou o terreno e 100 ml réis.

Dezesseis membros integravam inicialmente a comunidade. Uma pequena capela foi concluída provisoriamente e pode ser inaugurada no dia 22 de maio de 1920. Em 1968 foi inaugurada a atual igreja da IECLB. Também na localidade existe a comunidade católica que foi fundada em 1910, tendo como padroeira Santa Terezinha. Os fundadores foram José Welter, João Zanatta, Francisco Giovanella, Pedro, Jacó e Fioravante Tomazzi. A escola já desativada foi criada em 1973.

Um fato que marcou a localidade foi o acidente com um ônibus da empresa Ereno Dörr em 12 de outubro de 1969, quando retornava de um sepultamento em Progresso e que resultou em quatro vítimas. Atualmente a comunidade é composta por cerca de cem moradores. Como aconteceu na maior parte da região, por volta de 1980, iniciou-se o êxodo rural. Situação que começou a ser revertida a partir de 1998, com a instalação de aviários, chiqueirões e criação de gado de leite, que tomam conta da paisagem da localidade. É intenso o trânsito de caminhões que diariamente transportam rações e frangos. O Expresso Azul mantêm uma linha de ônibus que diariamente três vezes a localidade com Lajeado e Progresso.


Alício de Assunção Repórter

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